Depois do curso, um mundo novo
Enquanto os novos alunos do curso de informática do PGD se acostumam com o mouse e perdem o medo da máquina, quem já foi aluno aproveita o conhecimento adquirido. A costureira Sadako Aname, 68 anos, garante que a vida melhorou com a descoberta do computador. '' Tenho meu e-mail e MSN, falo mais com meu filho que mora fora, e faço pesquisa na internet. O caixa eletrônico do banco eu uso sozinha. Antes tinha que pedir ajuda dos atendentes'', revela.
Ela descobriu o curso através de uma amiga e diz que na mesmo hora resolveu se matricular. ''Sou muito curiosa e gosto de aprender. Já fiz curso de culinária, boas maneiras. Quando era mais nova, meus os pais não tinham condições de pagar estudos para os filhos''.
Já a auxiliar de serviços gerais Maria José Rodrigues, 64 anos, fez o curso por indicação do neto, aluno do colégio e voluntário no projeto. ''Eu já sabia alguma coisa, como usar o Word para digitar. Mas agora eu uso a internet para fazer pesquisas, conversar, baixar músicas. Ter meu neto como monitor foi legal porque ele é muito paciente e sabe ensinar bem'', diz.
Mas nem tudo foram flores para as duas. Elas lembram das dificuldades enfrentadas durante anos e no início do curso. ''Antes, o computador antes era como uma arma para mim: eu morria de medo até de chegar perto. Eu achava que iria estragar se tentasse usar'', lembra Sadako. ''É mais simples do que eu pensava. Se eu soubesse que é tão bom teria aprendido antes'', completa Maria José, que já comprou seu próprio computador. ''É uma boa maneira de passar o tempo, quando chego do serviço e não tenho nada para fazer''.
Já Sadako lembra que gostava muito das aulas e agora está pensando em ser monitora na escola. ''Também quero continuar me aprimorando, fazer desenhos e brincar com os jogos. É importante a gente continuar descobrindo as coisas'', confessa. (H.F.)





