Faltando pouco para o início da primavera, o clima já começa a esquentar e é hora de se preparar para desfilar com roupas leves próprias para a estação. Além de perder os quilinhos que acabam aparecendo no inverno, cuidar da aparência é fundamental. E quando se fala em aparência feminina, as pernas ganham prioridade, principalmente quando o assunto é depilação. Bom mesmo seria não depilar, pois os pêlos protegem a pele. Mas quem resiste a uma pele lisinha?
eliminar os indesejáveis com cera fria ou quente, passar a lâmina, usar cremes depilatórios ou fazer depilação definitiva são as opções existentes no mercado, mas muitas mulheres não sabem qual o melhor método para cada região e os verdadeiros resultados de cada um.
Segundo a eletrologista e especialista em depilação Elisete Silva de Souza, proprietária da Clini-Pêlos, não existe processo melhor ou pior. ''Cada um tem seu lado bom e ruim. A cliente é que deve escolher aquele que mais agrada''.
Pêlos nunca mais Para a depilação definitiva, existem dois sistemas que podem ser feitos por esteticistas: a ionização e a eletrocoagulação. O primeiro consiste em uma depilação prévia seguida de uma 9descarga de corrente elétrica feita com um rolo metálico juntamente com um creme de enzimas que penetra na pele e inibe o crescimento dos pêlos. O segundo é feito com um aparelho de ondas de rádiofrequência lançadas na pele por uma agulha que cauteriza a papila dérmica responsável pelo renascimento dos pêlos. ''A eletrocoagulação, por ser mais trabalhosa, é recomendada para áreas menores do corpo, como buço e axilas, enquanto que a ionização funciona bem para regiões maiores'', diz Elisete.
A ionização é cobrada de acordo com o tamanho da área depilada (R$ 12 o buço) e a eletrocoagulação por tempo de serviço (R$ 45 meia hora). Tanto uma quanto a outra necessitam de uma média de 25 sessões para eliminar definitivamente os os pêlos. ''Esse número varia de acordo com a quantidade e a grossura dos pêlos'', explica Elisete.
Mas se você tem receio de agulhas e correntes elétricas, embora nenhum dos processos seja doloroso, os métodos tradicionais continuam em alta. O mais comum são as ceras quente e fria. Elas podem ser usadas em todas as regiões do corpo e funcionam basicamente da mesma maneira. ''A cera quente é o sistema mais eficaz de retirar os pêlos sem muita agressão, porque abre os poros, mas quem tem propensão a desenvolver varizes, é melhor não usar. Já a cera fria é mais indicada para as pernas porque é mais forte e pode irritar regiões sensíveis do corpo'', afirma.
Cera verde A novidade nessa área fica por conta da cera feita de algas marinhas e aloe vera. A manicure e depiladora Cleusa de Oliveira Mattos, do Jacques Janine, usa o produto há três anos e diz que a aceitação é muito grande. ''Essa cera é recomendada porque tem uma temperatura mais baixa que a quente e não dói nem irrita a pele em função de anéstesicos em sua fórmula. Principalmente para virilha, axilas e buço eu uso bastante. Quando vou depilar homens também uso porque sei que eles são mais sensíveis à dor'', garante.
Já para quem quer praticidade e rapidez, a boa e velha lâmina é um artifício sempre à mão. ''O problema é que ela não afina o pêlo e ele volta a crescer dois ou três dias depois, além de provocar alergia a pessoas sensíveis ao metal'', alerta Elisete.
Os cremes depilatórios também são bastante práticos, mas devem ser usados com cautela. ''Como são produtos fortes, eles podem causar alergias e irritar a pele, por isso devem ser usados com menos frequência'', diz a dermatologista Vera Cristina Schnitzler.
E para qualquer um dos métodos anteriores, a dermatologista dá as dicas de segurança. Para o sistema definitivo, o sol e os produtos à base de ácidos devem ser evitados alguns dias antes e depois do procedimento. ''A depilação deixa a pele sensível e, às vezes, irritada. Sol e ácidos podem piorar a situação e causar manchas'', lembra. Outro problema são os pêlos que acabam encravando. ''Geralmente isso acontece mais nas depilações que retiram o pêlo pela raiz, mas depende muito de cada pessoa. O importante é não mexer nem tentar desencravar o pêlo com a unha. Isso pode infeccionar a região e aumentar o problema'', esclarece.n

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