A estudante de jornalismo Geórgia Medeiros divide a mesma paixão por tatuagens com a advogada Maíra Tito e com a tatuadora Aimê Lima. Porém, com um estilo bastante diferente. Os desenhos mais delicados, segundo Geórgia, refletem sua personalidade. "Todas têm um significado. Tenho tatuado frases que eu gosto e me identifico, que me colocam para cima, e desenhos simbólicos", explica. "Não me imagino com algo muito grande ou muito escuro. Também tento sempre combinar uma com a outra", complementa.

Com oito artes no total, a estudante conta que já planeja um novo desenho. "A próxima será bem trabalhada, em homenagem ao meu pai que já faleceu", comenta. Apesar de discretas, as tatuagens da estudante também chamam atenção na rua, mas segundo ela, de forma positiva. "Nunca tive muito problema. Tem gente que vem e pergunta, fala que gosta do traço." Porém, revela que já ouviu comentários sobre os desenhos em um antigo emprego. "Quando comecei a me tatuar escutei um 'bafafá' sobre isso em um antigo trabalho, mas hoje em dia está tranquilo. Tenho feito várias entrevistas de emprego e acho que não tem problema nenhum."

Aos 22 anos de idade, Geórgia fez a primeira tatuagem aos 18, sem muito planejamento. "Eu já salvava várias imagens de desenhos que queria tatuar. Um dia, no intervalo do trabalho pensei 'vou fazer agora' e fui", conta. Apesar de não se arrepender da tatuagem, Geórgia conta que a experiência não foi das melhores. "A tinta não fixou direito na minha pele e precisei refazer umas seis ou sete vezes. Algumas pessoas falaram que a tinta não era boa. Não sei o que aconteceu. Mas hoje eu pesquisaria mais sobre o tatuador", diz. (B.Q.)

Imagem ilustrativa da imagem Delicadeza
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