De plástico ou de seda, as flores artificiais comercializadas no Brasil sempre sofreram de um mal: as cópias eram tão malfeitas que era possível distingui-las das naturais a metros de distância. Os materiais usados, principalmente o plástico, eram rudimentares, e as cores tão chamativas, que essas flores acabaram se tornando um símbolo kitsch. Em função desse histórico brega, ainda hoje muitas pessoas franzem a testa a simples menção do produto.
Agora, as flores artificiais estão de volta em grande estilo. Ganharam status e perfeição e reestréiam em lojas especializadas e em revistas sofisticadas, além de complementar projetos de decoração de arquitetos exigentes. Valorizam espaços com a beleza perene de suas formas e texturas moldadas em materiais como silicone, borracha, seda e resina. A maioria é importada, mas já há algumas espécies de boa qualidade produzidas por empresas nacionais.
Para a arquiteta e empresária do setor Silvia Saadjian, o sucesso dessas flores está na perfeição, que faz com que, num primeiro momento, elas sejam confundidas com as naturais. Os preços também são convidativos e acabam tornando sua aquisição mais vantajosa em função da durabilidade. ‘‘Hoje, as pessoas não têm tempo e nem dinheiro de manter, permanentemente, flores naturais em casa, a não ser em ocasiões especiais. Assim, acabam optando pelas artificiais’’.
Segundo Silvia, o segredo para resultados mais adequados é saber escolher uma boa companhia para esse tipo de flor. ‘‘Vasos diferenciados e novas composições com a mistura de elementos naturais como musgo, galhos e folhas secas resultam em arranjos requintados’’, garante ela.
* Agradecimentos: Helô & Bia Decoração, Arquitetura & Design; Ibrahim Presentes

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