''O fato de a tatuagem ter um significado na vida da pessoa nem sempre é o bastante. É necessário ter consciência na hora de escolher o que e por que tatuar, já que não se trata apenas de uma representação momentânea'', alerta o psicólogo Guilherme Machado Borges, consultor em Gestão de Recursos Humanos.
Segundo ele, a decisão de fazer uma tatuagem jamais deve acontecer por impulso ou simplesmente para suprir uma necessidade de autoafirmação. ''Nestes casos, é fácil a pessoa se arrepender'', orienta.
O cuidado deve ser ainda maior antes de tatuar o nome ou o rosto de uma pessoa. ''Assim como todas as incertezas da vida, as tatuagens que representam pessoas ou relacionamentos podem trazer arrependimentos. A opinião sobre algo ou alguém pode sofrer alterações a qualquer momento, até porque hoje existem muitas variedades de escolha'', ressalta.
No que diz respeito ao preconceito, ele acredita que ainda existe discriminação contra etnias, comportamentos, crenças, religião e também contra a tatuagem. ''O maior preconceito em relação à tatuagem hoje está ligado ao trabalho. Há empregadores que não admitem pessoas tatuadas para trabalhar em seus negócios'', diz, ponderando que tudo depende da função exercida.
''Se uma pessoa tatuada trabalha em uma loja de 'roupas descoladas' não há problemas, mas caso a mesma esteja trabalhando num consultório médico ou de escritório de advocacia, a visão será diferente'', exemplifica. Portanto, Borges conclui, que antes de fazer uma tatuagem é importante também levar em conta o futuro profissional. (P.C.B.)

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