DivulgaçãoA Hering investiu em camisetas, bermudas, calças e meias para as crianças irem à escola bem-vestidas e confortáveisPara os pais, janeiro é um mês economicamente desfavorável. Além de ter que pagar as dívidas contraídas durante as festas de final de ano e férias, é preciso reprogramar o orçamento doméstico para liquidar a extensa lista de materiais pedida pelas escolas particulares. A menos de um mês do início das aulas, os pais precisam fazer uma via-crúcis pelas livrarias à procura de bons preços. A maratona exige muita disposição e paciência para dar cabo de itens que parecem não acabar mais.
Ao contrário das escolas públicas, que exigem apenas a compra de cadernos e livros didáticos, as particulares pedem desde papel sulfite a copos de plástico. Segundo Silvia da Graça Yung, diretora executiva do Procon, as escolas podem pedir, mas não exigir a compra de materiais que não são didáticos. ‘‘Como na pré-escola as crianças fazem muitos trabalhos manuais, a lista pode até conter produtos como papel higiênico, copos descartáveis e canudinhos, que devem ser usados de forma didática e não para o funcionamento da escola’’, afirma Silvia da Graça.
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Para controlar o uso adequado desse material, a diretora do Procon diz que os pais devem exigir uma prestação de contas mensal ou anual. ‘‘Os pais também podem questionar o material e a quantidade solicitada. E, em hipótese alguma, a criança deve ser discriminada por não apresentar os itens pedidos’’, esclarece. Ela ressalta que as escolas também não podem indicar marcas de produtos. ‘‘Isso fere a liberdade do consumidor, que tem o direito de pesquisar preços e decidir por marcas de sua preferência ou de acordo com seu orçamento. O ideal é que os pais participem das reuniões de pais e mestres e façam críticas e sugestões’’, orienta a diretora.

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