As notícias da corte fashion indicam que o longo reinado do cós baixo está sendo fortemente ameaçado pelo exército da cintura alta. Os ensaios para o ataque já vinham acontecendo nas últimas quatro temporadas nos quatro cantos do mundo. Mas no Brasil, a resistência parecia ser bem maior já que a toda-poderosa cintura baixa dominou o cenário não só transformando a indústria da moda (sumiu mesmo do mapa qualquer calça que escondesse o umbigo) como também os corpos de uma geração. Nenhum estudo científico chegou a comprovar o que os olhos mais atentos andavam percebendo, uma segunda cinturinha para as mais jovens.
Mas por mais que a tropa da cintura alta esteja fortalecida - com a adesão de estilistas, celebridades e ícones fashion ao redor do planeta, a cintura baixa não vai perder a majestade assim tão de repente. Por enquanto, a convivência é bem pacífica. Um ótimo exemplo é Deborah Secco. Como estrela das comemorações dos 10 anos da Puramania, a atriz tem fotografado e desfilado para a grife londrinense revezando modelos de cintura baixíssima e outros de cós bem alto.
Mas não é só nas passarelas - da São Paulo Fashion Week às semanas de moda de Nova York, Paris, Milão e Londres - que a tendência se mostra firme e forte. A cintura marcada já ganhou as ruas como comprovam blogs como o The Sartorialist (www.thesartorialist.blogspot.com), especializado em percorrer as capitais da moda (incluindo a fantástica Estocolmo) fotografando pessoas estilosas nas ruas.
Shorts, saias e calças ganharam um cós bem acima do umbigo para exagerar mesmo na retomada da cintura alta. Mas os modelos com o cós bem marcado no umbigo também estão na linha de frente da estação. Cintos são bons aliados nessa empreitada, principalmente para usar com os vestidos até então soltinhos. Longa vida à realeza da cintura alta.

mockup