Em agosto do ano passado a operadora de câmbio Fernanda Reis, de 40 anos, decidiu colocar fim a um incômodo que ganhou corpo após a adolescência e sempre a acompanhou: as orelhas de abano. Apesar da característica não ser muito evidente, Fernanda afirma que sempre se sentiu mal por conta das orelhas. "Toda vez que eu tinha um casamento ou uma festa e queria fazer um penteado eu ficava pensando na orelha e acabava dando um jeito de camuflar. Em dois eventos eu cheguei a colar a minha orelha com super cola", revela.
Ela diz que não fez a cirurgia antes porque sempre tentou se adaptar à situação. "Não sofri bullying na escola porque só usava cabelo solto", salienta. Por conta da característica, ela afirma que o cabelo preso nunca foi uma opção de penteado, assim como a chapinha, usada para manter os fios lisos, porque as orelhas acabavam ficando em destaque. "Quando eu queria muito fazer um rabo de cavalo pedia para o cabeleireiro deixar mais volume na altura das orelhas para esconder o abano", afirma.
A decisão da cirurgia foi tomada de maneira imediata. "Inicialmente eu fui para o consultório médico para trocar a minha prótese de silicone. Como seria necessário tomar anestesia geral, resolvi aproveitar e fazer a cirurgia na orelha", conta. "A orelha acabava limitando meus cortes de cabelo, estou com 40 anos e sei que logo vou optar por cortes mais curtos e ousados. A cirurgia me dá liberdade para escolher", acredita. (M.A.)

Imagem ilustrativa da imagem De bem consigo mesma
| Foto: Foto: Saulo Ohara
"Toda vez que eu tinha uma festa e queria fazer um penteado ficava pensando na orelha e acabava dando um jeito de camuflar", conta Fernanda Reis, de 40 anos, que fez otoplastia no ano passado
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