Dançar é viver e renascer
Foi para evitar a solidão que o imobiliarista Nilo Alfonso Gonzalez, de 61 anos, resolveu fazer aulas de dança um mês após ficar viúvo. O que ele não imaginava é que, além de um hobby, a dança iria presenteá-lo com um novo amor. "Não queria ficar em casa sozinho. Para evitar uma depressão comecei a fazer dança. Mas não esperava encontrar uma namorada", revela ele. A enfermeira Eleine Martins, de 42 anos, entrou nas aulas de dança por motivos parecidos com os de Gonzalez, mas só foi conhecê-lo anos mais tarde. "Me divorciei há sete anos. Seis meses depois de me separar comecei a dançar, também para fazer amigos e conhecer gente nova", diz ela. Há pouco mais de um ano, os dois começaram a namorar.
"Houve uma empatia entre a gente. Fazíamos aulas na mesma sala, começamos a nos encontrar em bailes e nos aproximamos", conta a enfermeira. Juntos, os dois já fizeram aulas de dança de salão, tango e salsa e colecionam, além de passos, viagens inesquecíveis. "Já dançamos juntos em São Paulo, Buenos Aires e Paris", relembra Gonzalez. Para os dois, o dia a dia de um casal que vive intensamente a dança é diferenciado. "Não tem rotina. Estamos sempre inovando nos lugares e nas maneiras de dançar. A dança é viva, é dinâmica", conta o imobiliarista.
O casal conta que sempre que vai viajar pensa num jeito de incluir um programa com dança no roteiro. Agora, o plano dos dois é pensar em um destino para dançar salsa. "A dança traz direcionamento e integração para o casal. Se estamos bem, dançamos bem", avalia o imobiliarista. "Dançar é viver e renascer", complementa ele. (B.Q.)






