Gláucia Leal
Agência Estado


Além de desenvolver a leveza dos movimentos, melhorar a postura – e, dizem algumas praticantes, despertar a sensualidade –, a dança do ventre também traz benefícios para a saúde. Quem garante é o fisiologista Raul Santo de Oliveira, professor de anatomia e fisiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ele acompanha dois grupos de mulheres, um de dez dançarinas iniciantes e outro de dez professoras. Seu objetivo é observar as transformações corporais e bioquímicas pelas quais passam as praticantes da dança.
‘‘Os movimentos circulares e espirais dos quadris irrigam a região e estimulam sete músculos abdominais, o que melhora o funcionamento do aparelho digestivo e diminui as cólicas’’, afirma o professor. Justamente por isso, as dançarinas do ventre também costumam ter uma gravidez sem dor nas costas e um parto mais tranquilo.
‘‘Além dos benefícios internos para o organismo, temos percebido que a prática opera alterações nas formas corporais, como o arredondamento dos quadris, tonificação dos glúteos, coxas e barriga’’, diz o pesquisador. De acordo com Oliveira, em uma hora de aula é possível perder aproximadamente 300 calorias. Outros benefícios observados pelo pesquisador são aumento de coordenação motora e maior flexibilidade.
A técnica em enfermagem Ana Célia Duarte, 36 anos, começou as aulas, há cerca de dois meses por orientação médica, para ajudar a controlar a tensão pré-menstrual (TPM) e as cólicas. ‘‘Além de fazer bem para o corpo, a dança desanuvia a cabeça e combate o stresse’’, garante Célia.

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