Casos como os das tops Fernanda Tavares e Adriana Lima, que eram pobres antes de serem encontradas por olheiros e conquistarem o mercado internacional, podem ser mais comuns. Mesmo com os scoulters agindo em várias regiões do País, muitas garotas com potencial acabam sem oportunidade. ''A fome, a falta de cuidados e de saneamento básico deixam marcas e uma pessoa de 18 anos que passou necessidades terá isso refletido no rosto e no corpo'', diz Liliana Gomes, da Wannabe.
A empresária inicia a partir de 2003 um projeto na periferia de São Paulo em busca de meninas que possam se tornar modelos. Ela vai se associar à ONG Saúde de Família para dar aulas de passarela para as garotas que tiverem potencial. ''Queremos descobrir belezas perdidas na miséria e fazer um trabalho social. Quem não tiver possibilidade de trabalhar em passarela, será treinado para outras atividades relacionadas com a moda''.
Liliane ainda não sabe por onde vai começar o projeto, mas tem certeza de que encontrará pessoas que podem se tornar modelos. ''Há meninas que nem sabem que são bonitas e vamos abrir as portas para elas''. (L.S./AE)

mockup