Dá-lhe tinta!
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 06 de março de 2008
Herika Fondazzi<br> Reportagem Local 
Houve um tempo em que os cuidados de beleza de uma mulher iam surgindo conforme o aparecimento dos problemas: os cremes eram usados apenas depois que as rugas ameaçavam ficar evidentes demais, as varizes só eram lembradas depois de se instalar nas pernas e a tintura de cabelo servia basicamente para esconder os cabelos brancos.
Com a popularização da cosmética e a busca incessante pela beleza e a juventude, todos esses produtos entram cada vez mais cedo e em praticamente todas as mulheres. E se cabelo é sinônimo de feminilidade, eles merecem atenção especial. E a tintura é uma das alternativas mais usadas pelas mulheres que querem mudar o visual. Difícil encontrar hoje uma morena que nunca tenho sido loira, uma loira que nunca tenho experimentado um tom mais escuro e uma moderninha que jamais tenha passado pelos tons vermelhos.
A depiladora Sílvia Garcia de Castro, 36 anos, garante que pinta as madeixas, naturalmente castanho-escuras, desde bem nova. ''Na verdade, minha primeira experiência com mudança de cor foi aos 15 anos, quando eu resolvi fazer uma mecha loira no meu cabelo. Era coisa da moda ter uma faixa mais clara, da raiz à ponta dos cabelos. Mas aquilo era muito feio. Quando tirei a faixa, fiquei um bom tempo sem tinta e voltei a tentar por volta dos 19 anos'', conta.
A partir daí, Sílvia nunca mais deixou de pintar os cabelos e de arriscar em cores novas. ''Já tive cabelo preto azulado, vermelho, acaju, laranja, loiro. Minhas clientes brincam que a cada mês que elas vêm se depilar, eu estou de um jeito. Sou muito vaidosa e acho que cuidar dos cabelos é parte fundamental dos rituais de beleza'', diz.
Para manter a maciez e o brilho da cor, Sílvia mantém um arsenal de produtos em casa. ''Eu nunca tive problemas por causa da tintura, mas ela deixa o cabelo mais sensível e seco. Faço hidratação frequentemente no salão, só uso tintas de boa qualidade, mantenho os cabelos sempre com as pontas cortadas e, agora que estou loira, uso um xampu especial para não deixar os fios alaranjados. Como já tenho cabelo branco, sei que nunca mais vou deixar de pintá-lo e, para isso, é preciso cuidar'', comenta.
Embora ainda não tenha os fios brancos, a esteticista Lariane Larissa Maciel, 20 anos, já é uma adepta das tintas de cabelo há bastante tempo. ''Comecei a pintar com 17 porque queria ficar diferente. Meu cabelo natural tem cor castanho-médio e a primeira coisa que fiz foram luzes loiras. Aí fui clareando até que pintei tudo de loiro. Mas a tinta deixou meu cabelo, que era bem comprido, bastante quebradiço e ressecado'', conta.
Para resolver o problema, ela decidiu tomar uma atitude radical: cortou os fios bem mais curtos e mudou outra vez a cor. ''Agora, eles estão curtos e pretos. Logo no primeiro dia da mudança, adorei, achei que o cabelo ficou muito melhor. O loiro é bonito, mas muito difícil de cuidar. Mesmo com hidratações e xampu especial, meus fios ficaram danificados. Agora pretendo manter a cor preta, que dá brilho naturalmente'', afirma.


