Curtindo a festa de Momo
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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Uma das mais tradicionais festas brasileiras e a maior festa popular, o Carnaval movimenta milhares de reais e mexe com o País. As opções de diversão são variadas e atendem desde aqueles que querem descansar até os foliões que fazem questão de "pular" as quatro ou cinco noites, seja na praia, nos salões ou nas grandes festas populares.
Em Londrina, entretanto, os apreciadores do Carnaval não têm muitas opções já que a maioria dos clubes não oferece mais os tradicionais bailes e matinês e o desfile de rua também saiu do calendário este ano. As poucas opções na cidade atendem mais ao público infantil (leia mais nesta página).
Aline Ribeiro Gomes Tomazone, gerente da loja de fantasia Metamorfestas, explica que em geral são as mães que vão em busca de fantasias para os pequenos que irão comemorar nas escolinhas ou nas matinês. "Nossa maior procura é nesta semana que antecede a festa. Para os adultos é bem mais difícil locarmos, porque os clubes não promovem mais bailes. Estamos há 13 anos no mercado e no início até atendíamos os adultos. Agora é bem mais difícil, só se alguém resolver fazer uma festa particular", argumenta.
Há alguns anos a designer Maira Bette Motta leva as filhas Sofia, de 7 anos, e Olívia, de 5, para brincar o Carnaval. "Desde criança eu frequento o Carnaval, meu pai já me levava. Agora gosto de levar as meninas, a Sofia vai desde os 3 anos de idade. É uma oportunidade delas conhecerem a cultura brasileira, aprenderem as marchinhas. Gosto desse lado cultural, levo confete, pulo junto", afirma.
Para a festa, a cada ano as meninas inventam fantasias diferentes, que podem ser compradas ou feitas em oficinas ou pela avó, que já confeccionava as fantasias da designer quando criança. "Neste ano a Olívia ganhou uma fantasia de princesa da avó e deve ir com ela. Para a Sofia vamos produzir alguma coisa. Me dedico ao lado lúdico delas, é hora de brincar, de confraternizar", diz.
A empresária Joana Panissa também afirma gostar da festa desde pequena e, juntamente com o namorado e um grupo de amigos, a cada ano busca uma forma diferente de comemorar e brincar o Carnaval. "Desde adolescentes nos reunimos. Quando não podemos viajar, alugamos uma chácara e fazemos festas. Procuramos variar os destinos e irmos sempre para lugares diferentes", conta.
Rio de Janeiro, Bonito (no Mato Grosso do Sul) e Salvador são alguns desses destinos. "Em Bonito ficamos na fazenda de uma amiga e a cada dia promovíamos festas temáticas diferentes."
Entre as viagens preferidas, o Rio de Janeiro tem um significado especial. "É totalmente diferente, eu não achava tão bonito pela televisão até quando fui assistir na Sapucaí. E estar com os amigos é muito legal também. Hoje não tem mais esse espírito de Carnaval, de fazerem festas, matinês, usar fantasia. Antes era mais divertido", afirma.
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