Curso de corte e costura ainda atrai mulheres
Já vai longe o tempo em que o curso de corte e costura era obrigatório no currículo das candidatas a um bom marido. Mas a atividade ainda continua a despertar o interesse feminino. Movidas pelo desejo de incrementar o guarda-roupa sem gastar horrores, incentivadas pela necessidade de aumentar a renda familiar ou pela vontade de ter uma nova profissão, as mulheres continuam querendo aprender a pilotar uma máquina de costura.
Tenho alunas médicas, advogadas e domésticas, conta a professora Maria Aparecida da Silva Kaefer, que carrega no sobrenome o método de corte e costura desenvolvido há 60 anos pela sogra, Irma Kaefer. Ela explica que, nessa metodologia, não se trabalha com o molde pronto, mas a partir das medidas da pessoa. Da modelagem à costura, o curso ensina todo o bê-á-bá da atividade em seis horas de aula por semana, durante seis meses. É um aprendizado individual. Cada um faz a peça que deseja, explica Maria Aparecida, afirmando que a maioria chega sem saber pregar um botão.
De acordo com ela, a faixa etária predominante das alunas é de 20 anos, e a principal motivação é fazer a própria roupa. Estou no curso há um mês e meio e já fiz cinco peças. Usei todas, gostei do resultado, diz Daniela Regina Pelizon, 21 anos, que tem planos de abrir uma loja no futuro. Já para a dona de casa Edna Teixeira dos Santos, 40 anos, a economia é a maior recompensa. O tecido está muito barato e o custo para comprar uma roupa pronta é muito alto. Costurando para a minha família, já economizo bastante, diz. ((R.V)





