Josoé de CarvalhoOs sócios Gustavo Bettoni e Fabrício Ferreira da Silva: cursos direcionados e personalizadosNo Brasil, onde a língua inglesa é matéria curricular e conta pontos importantes nas provas de vestibular, aprender inglês já não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Escolas particulares e opções de cursos no exterior surgem cada vez mais e com boas novidades para quem procura uma fluência maior no idioma.
De acordo com a coordenadora do Top Station da Cultura Inglesa de Londrina, Mariângela Luciano dos Santos, os cursos estão ficando mais direcionados, ‘‘seguindo uma exigência de mercado’’, explica. As opções vão desde aulas para crianças que ainda não foram alfabetizadas a turmas da terceira idade. Agora, o novo alvo das escolas são os executivos que necessitam de uma aprendizagem específica de línguas estrangeiras.
Na Cultura Inglesa de Londrina, os cursos para profissionais ‘‘são feitos sob medida’’, explica Mariângela. Há os casos específicos de cursos formulados para funcionários de empresas que contratam os serviços da escola. ‘‘Os cursos podem ser de inglês básico ou com situações ligadas ao dia a dia de uma empresa’’, diz a coordenadora.
A recém-inaugurada Bridge Language Courses nasceu de uma idéia dos proprietários Gustavo Bettoni e Fabrício Ferreira da Silva, ambos estudantes de administração, de oferecerem cursos de ‘‘business’’ para executivos. As aulas são direcionadas para empresários ou estudantes, com palavras-chaves utilizadas em negócios. As aulas trazem também ‘‘situações’’ em que o aluno se sente dentro de uma empresa. E para quem pretende fazer negócios no Mercosul, o espanhol é essencial, lembram os sócios, que também oferecem cursos nessa língua.
Ainda no programa da nova escola, as chamadas aulas ‘‘on tour’’ são especiais para quem vai viajar para o exterior e não quer fazer feio por lá. São aulas personalizadas, de acordo com a necessidade de cada um. ‘‘Colocamos o aluno dentro de situações que ele irá vivenciar, como no aeroporto, no táxi e no hotel, e ele vai se acostumando com as expressões’’, explica Gustavo.
Estudar um idioma no exterior também é uma boa dica para executivos que têm pressa em aprender e dispõem de tempo para passar de duas a seis semanas fora do País. As escolas estrangeiras, que até há pouco tempo recebiam apenas jovens intercambistas, passaram a oferecer também cursos específicos para executivos. Além da chamada ‘‘imersão’’, na qual o aluno ouve inglês o dia todo e por todos os lados, algumas escolas no exterior têm o diferencial de oferecerem visitas e participações práticas no dia a dia da empresa. ‘‘Esse método de ensino é voltado para quem faz parte do mundo dos negócios e também para quem deseja aperfeiçoar as habilidades de comunicação nessa área,’’ explica Maria Cristina Maluf Sahyun, da Central de Intercâmbio.

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