Os irmãos Mateus Maciel Rabello, 17 anos, e Lucas Maciel Rabello, 14, cumprem uma rotina diária que inclui aulas no colégio, inglês, Kumon, natação e karatê. A não ser em distâncias muito curtas, são sempre transportados pelos pais. Em situações em que, por algum motivo, os pais não podem levá-los, o transporte coletivo é a solução, mas sempre com a recomendação materna: ‘‘andar sempre em grupo’’.
Aluno do 3º colegial em 2001, Mateus tem carta branca para assistir a shows musicais e frequentar casas noturnas. Também nestas ocasiões, lá estão os pais, o engenheiro Heleno e a professora Elizabeth, sempre prontos a levá-lo e buscá-lo na madrugada.
Questionado sobre se é superprotegido, Mateus diz que ‘‘não entende esta atitude como um exemplo de excesso de cuidado dos pais. Ele observa: ‘‘Gosto e acho importante a forma como eles cuidam da gente.’’
Lucas que, como o irmão, tem a música como hobby (tocam violão, piano, baixo e cavaquinho), acredita que o diálogo é um dos pontos positivos na relação que têm em casa. ‘‘Conversamos sobre qualquer assunto’’, revela.
‘‘Ela chega à beira da superproteção’’, brinca Heleno sobre a atenção de Elizabeth para com os filhos. Ela ressalta: ‘‘Eu protejo muito’’, acrescentando que o medo maior é com a questão da segurança. ‘‘Pais têm que saber onde estão seus filhos porque a violência hoje é muito grande e no dia-a-dia percebo que esta é uma preocupação geral.’’
Heleno Rabello se diz um pouco mais flexível. ‘‘Se pai e mãe forem muito rígidos os filhos ficam neuróticos’’, acredita. Para ele, predomina hoje uma relação de amizade com os filhos. Observa, contudo, que é também fundamental haver respeito entre pais e filhos.
‘‘Amor, amor, amor’’, resume Elizabeth na sua receita para mães de adolescentes. ‘‘Como mãe, você às vezes exagera, erra. Mas eles sabem que, acima de tudo, nós os adoramos.’’(V.A.P)

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