De acordo com a médica ginecologista Olívia Nassif Fernandes, cada obstetra tem o seu procedimento nos casos de gravidez tardia. ‘‘Eu esclareço para as gestantes que, a partir dos 35 anos, é possível fazer biópsia vilocoreal, realizada entre a décima e a décima primeira semana de gestação’’, diz. O objetivo é realizar um estudo cromossômico do feto para detectar malformação genética. Ela explica que depois dos 40 anos, há realmente a indicação do procedimento, pois aumenta a incidência do problema.
‘‘Acho fundamental o preparo físico da mulher nessa faixa etária. Quem quer engravidar depois dos 35 anos, tem que primeiro cuidar do corpo para deixá-lo apto à gestação sem risco para o feto’’, informa Olívia. Segundo ela, as mulheres que correm mais riscos ao ter a primeira gravidez nesta idade são as diabéticas, as anêmicas, as hipertensas e as sedentárias. Depois do primeiro filho, o risco materno diminui porque o organismo já foi ‘‘testado’’. Mas o risco fetal (de malformação genética) continua o mesmo.
A médica esclarece que a medicina correu atrás da evolução feminina e pode ajudar as mulheres mais velhas a serem mães, desde que elas tenham corpos saudáveis e ainda estiverem ovulando, o que acontece, em média, ate os 48 anos, idade em que a brasileira costuma entrar na menopausa.
Olívia lembra que muitas mulheres abrem mão da experiência de ser mãe para dar prioridade à profissão, mas garante que essa decisão é unicamente racional. ‘‘Porque o desejo de ser mãe é intrínseco ao sexo feminino’’, diz a obstetra, uma profissional bem-sucedida que teve o primeiro filho aos 35 anos e garante: ‘‘A maternidade é a coisa mais importante da vida de uma mulher’’. (R.V.)

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