A nutricionista Carla Regina Pires, mestre em Saúde Materno Infantil e professora da UniFil, afirma que a gestação é uma das etapas de maior vulnerabilidade nutricional. O ideal é que sejam realizadas seis refeições ao dia e que a mulher se alimente de três em três horas. ''Esse fracionamento é importante até para controlar o volume das refeições, pois a gestante se alimenta mais vezes ao dia e em menor quantidade'', explica.
Ela orienta que no primeiro trimestre da gestação a mulher consuma mais alimentos ricos em ácido fólico, como vegetais verde escuro, fígado e cereais, que são importantes para a boa formação do bebê. Já no segundo semestre é importante ter uma dieta mais rica em cálcio e ferro, ingerindo leite e derivados, além de carnes.
De acordo com Carla, o consumo de álcool e café deve ser reduzido ou eliminado. ''O álcool atravessa facilmente a barreira placentária e tem alta capacidade de absorção, trazendo risco de o bebê nascer com baixo peso, prematuro ou causar um aborto espontâneo'', justifica. Já a cafeína deve ser consumida com moderação, pois também atravessa a placenta e pode causar alteração na frequência cardíaca e respiração fetal. ''É importante cuidar do consumo dos alimentos que contém cafeína, como chás escuros, chocolate e refrigerante à base de cola'', orienta.
Ela ressalta que um problema comum enfrentado na gestação é a constipação devido ao aumento do hormônio progesterona que relaxa a musculatura lisa do intestino ''Para melhorar esse desconforto, deve-se preferir alimentos ricos em fibras e ingerir no mínimo 2 litros de água ao dia'', salienta.
Outro dilema comum enfrentado nos primeiros meses de gestação são as náuseas e os vômitos. ''Nesses casos, sugiro que a mulher coma alimentos secos, como torradas e bolachas água e sal, de manhã antes de levantar da cama e evite tomar muito líquido logo cedo'', comenta.
A quantidade de calorias que a mulher grávida deve consumir diariamente, segundo a nutricionista, varia de acordo com a gestante, estilo de vida e idade. Ela alerta, no entanto, que a mulher jamais deve pensar em fazer regime nessa fase. ''Isso pode causar deficiência nutricional da mãe e do bebê, além de interferir na formação do feto e vitalidade do bebê'', destaca. (P.C.B.)

Imagem ilustrativa da imagem Cuidados com a dieta