Não adianta recuperar em alguns dias os meses em que você ficou longe do sol. Exposição gradual com proteção não é frescura, é garantia de saúde.
Além de conseguir um bronzeado mais prolongado, atitudes como essa podem prevenir o envelhecimento precoce e o câncer de pele.
Segundo a médica dermatologista e professora da Universidade Federal de São Paulo Ediléia Bagatin (Unifest), todas as pessoas que forem se expor ao sol devem usar algum protetor solar, independentemente da cor da sua pele.
As pessoas de pele e olhos claros ou ruivas, que ficam vermelhas mais facilmente ou tenham um histórico de câncer de pele na família, devem redobrar os cuidados. ''Essas pessoas têm de usar, no mínimo, um protetor com fator 30'', diz Ediléia. Em geral, os especialistas não recomendam o uso de fatores de proteção abaixo do número 15.
Peles mais claras têm menor quantidade de melanina, pigmento da pele que funciona como filtro natural. Por isso, a necessidade de fatores de proteção mais altos. Já peles escuras têm uma maior taxa de pigmentação e, consequentemente, maior proteção natural.
Os fatores à disposição no mercado variam de 4 a 60 FPS (Fator de Proteção Solar). Eles medem o grau de proteção do filtro solar contra os raios ultravioletas UVA e UVB.
A dermatologista explica, no entanto, que os fatores acima de 30 FPS têm muita diferença quanto à proteção contra queimaduras e vermelhidão. ''A diferença é sentida a longo prazo, evitando o envelhecimento precoce e o surgimento de câncer de pele'', comenta.
Existem dois tipos de protetor solar: químico e físico. O produto químico é absorvido pela pele e evita que os raios do sol causem danos às células. Já o físico impede a penetração da radiação na pele, formando uma camada protetora que reflete os raios.
Para saber se o protetor é físico, também chamado de bloqueador, basta observar a fórmula do produto. Ela deve conter dióxido de titânio ou óxido de zinco. Geralmente, eles são mais espessos e indicados para crianças.
''Vale a pena ressaltar que nenhum protetor é 100% seguro contra a radiação. Todos permitem um bronzeado. Uns mais, outros menos'', afirma a médica.
A aplicação do protetor deve ser feita 30 minutos antes da exposição ao sol com reaplicações, em média, a cada duas horas, com o cuidado de espalhar por igual o creme em todo o corpo.
A dermatologista também não recomenda a exposição ao sol entre as 10 e 15 horas. ''As pessoas também devem tomar sol aos poucos.'' Além disso, a especialista sugere o uso de óculos e chapéus para proteger os olhos.
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