Aparentemente inofensivo, um bichinho de estimação pode representar verdadeiro perigo. Cães, gatos, papagaios, pombos, coelhos, entre outros, podem ser hospedeiros do toxoplasma gondi, causador da toxoplasmose. A zoonose é transmitida também pela ingestão de carne crua ou malcozida, principalmente de aves e de porco. A doença pode manifestar-se de diferentes formas, sendo mais preocupante quando as vítimas são mulheres gestantes.
‘‘Nos três primeiros meses de gestação há um grande risco para o feto. A criança pode nascer com malformação, diminuição da cabeça, alterações cardíacas e neurológicas, deficiência ocular ou surdez’’, adverte o médico infectologista Marcos Boulos. ‘‘O avanço da medicina já permite que algumas cirurgias, com o feto ainda no útero materno, diminuam o problema da malformação cardíaca’’, diz. Conforme Boulos, a mãe também pode vir a abortar o feto.
O coelho ou o gato - principais hospedeiros - eliminam o protozoário através das fezes, entretanto, ele é resistente e encontra condições favoráveis de sobrevivência na água, na grama e nas verduras. O toxoplasma também pode estar presente em animais silvestres, pássaros, ratos e em alguns répteis. Estes servem como hospedeiros intermediários.
O ser humano é infectado pela doença quando ingere alimentos contaminados, água sem ferver ou leite não pasteurizado. ‘‘A pasteurização tem como objetivo eliminar todo o tipo de agentes infectantes, bactérias, vírus e protozoários. Quando o leite não passa por este processo, pode servir como veículo de contaminação’’, destaca o veterinário Carlos Alberto Reiter.

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