Cruzamento perigoso
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 25 de setembro de 1997
Agência Folha 
A abelha africanizada, responsável pelos ataques no Paraná, é resultado do cruzamento de abelhas européias (Apis melifera melifera) com abelhas africanas (Apis melifera scutellata). A abelha européia já existia no Brasil quando a abelha africana foi introduzida no País, em 1956, pelo pesquisador Warwick Stevan Kerr, chefe do Departamento de Genética da Universidade Federal de Uberlândia (MG).
As abelhas africanas foram trazidas de Moçambique e da África do Sul, a
pedido do presidente Juscelino Kubitschek. Ele queria incrementar as
exportações brasileiras de mel e derivados. Em 1957, alguns enxames escaparam de São Paulo e se espalharam pelo País. As abelhas africanas são mais violentas porque vieram de áreas em que sempre houve a agressão dos homens, explicou o apicultor Sebastião Gonzaga. Segundo ele, elas tiveram de desenvolver a agressividade para se proteger dos povos aborígenes, que desmanchavam as colméias para retirar o mel.


