Encontrado em alimentos como cevada, brócolis, espinafre, grãos integrais e peixe, este mineral diminui a formação de gordura e aumenta a massa muscular
Esportistas, sedentários, pessoas saudáveis, diabéticas, em forma ou obesas. Seja qual for o perfil do indivíduo, uma alimentação balanceada, com todos os nutrientes de que o corpo necessita, é fundamental para que se tenha uma boa qualidade de vida. E uma dieta saudável deve incluir o cromo, um mineral encontrado em alimentos como o levedo de cerveja, gérmen de trigo, grãos integrais, cevada, brócolis, espinafre, fígado, peixe e outros.
Substância pouco citada nas dietas da moda, o cromo (identificado por Cr) tem papel importante no organismo. Relacionado ao metabolismo da glicose, o mineral é geralmente utilizado por atletas – para diminuir a formação de gordura e aumentar a massa muscular – e por diabéticos – para o controle do açúcar no sangue.
A reumatologista Sylvana Braga explica que pessoas que não ingerem cromo em quantidade suficiente tendem a não metabolizar a glicose, um açúcar encontrado no sangue, resultado final da digestão de determinados tipos de alimento. ‘‘O cromo ajuda a liberar a insulina, que leva a glicose para ser utilizada dentro da célula e produzir energia.’’ Se o açúcar não for utilizado, ficará ‘‘sobrando’’ no sangue, e, vale lembrar, se a energia criada não for gasta, se transformará em gordura.
O cromo, ao lado de outras substâncias, integra o GTF (Glicose Tolerance Factor, ou Fator de Tolerância à Glicose), que controla a insulina, um hormônio secretado pelo pâncreas. ‘‘A insulina é um anabolizante, ajuda a construir tecidos no organismo. Os atletas precisam do cromo para aumentar a sua massa muscular’’, sublinha Luciana Ayres, do Conselho Regional de Nutricionistas do Rio de Janeiro.
O mineral também ajudaria a diminuir a formação de tecido adiposo (gordura). ‘‘Queimando a glicose, ele ajuda a emagrecer’’, diz Sylvana. Mas não adianta comer de tudo e depois recorrer ao cromo. ‘‘A farinha branca faz com que o mineral seja perdido, assim como o açúcar refinado’’, esclarece a reumatologista. ‘‘Se a pessoa come um bolo comum e uma maçã, o cromo da fruta não será aproveitado pelo organismo’’.
Colesterol, depressão e diabetes
O cromo atua também no controle do colesterol. A substância ajuda a diminuir o LDL (Lipoproteína de Baixa Densidade), conhecido como colesterol ruim, e a aumentar relativamente o HDL (Alta Densidade), o colesterol bom.
‘‘Para pacientes com depressão, ele ajuda ainda na síntese da serotonina’’, complementa Sylvana. A serotonina é um neurotransmissor ligado à motivação, apetite, níveis hormonais e pressão sanguínea.
Para os diabéticos, que têm deficiência de insulina ou esta não age corretamente no organismo, o mineral também é um importante aliado. ‘‘Pré-diabéticos’’, com alterações nos níveis de glicose e insulina, também podem ser beneficiados.
Para manter o nível de cromo em quantidade ideal no organismo, geralmente não é necessário recorrer à suplementação alimentar, salvo em casos especiais. Em geral, basta ter uma dieta saudável e que inclua alimentos ricos nesse mineral.
‘‘Antes de se pensar em suplementação, deve-se atentar para a correção alimentar’’, sustenta Luciana. Se for necessária uma ‘‘dose extra’’ de cromo, a nutricionista recomenda o velho e bom levedo de cerveja. ‘‘Ele também é muito rico em complexo B.’’ (M.P)

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