Peito apertado, tosse e respiração cada vez mais difícil. Com estes sintomas algumas crises de asma são leves e outras muito sérias. Nos casos mais clássicos, os doentes chegam a acordar à noite devido a fortes acessos de tosse, que deixam o corpo todo doído.
O processo inflamatório acontece nas vias aéreas que levam o ar aos pulmões. Elas vão se estreitando e diminuindo, como se fossem os ramos de uma árvore. Quando a asma está sob controle, as vias aéreas são permeáveis e o ar flui facilmente para dentro e fora dos pulmões. Agora, quando ela ataca, elas ficam espessas e inflamadas, facilitando o aparecimento de uma crise.
Nesse período, diminui a quantidade de ar que entra e sai dos pulmões. E o peito fica apertado. Os músculos lisos que circundam os brônquios se contraem, fazendo com que as glândulas que produzem o muco trabalhem em excesso. O importante é saber que a inflamação permanece, mesmo nos períodos de melhora. Por isso, o tratamento deve ser mantido.
Para saber quando ela está fora de controle, alguns sinais são bem claros e indicam a urgência de uma visita ao médico. São eles: a necessidade de usar a medicação de alívio com mais frequência, o curto efeito dos sprays de nebulização - fazendo com que os sintomas reapareçam num curto espaço de tempo, os chiados no peito ao acordar pela manhã e a dificuldade em cumprir as atividades diárias.
Esses sintomas podem eliminados ou pelo menos prevenidos com uma série de medicamentos, que vão desde os chamados remédios de alívio como os broncodilatadores, até os preventivos e antiinflamatórios, que devem ser usados enquanto os sintomas não aparecem. Opções que ainda incluem a bombinha e a cortisona, para as crises mais graves. (V.A.)

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