Criava fantasias na minha cabeça
"Era uma coisa tão do mal, que eu pensava em prejudicá-lo no trabalho. O ciúme doentio é algo que me levava a enxergar aquilo que não existe, que não é real. Eu criava fantasias na minha cabeça". Esse desabafo da produtora de eventos Caroline Giacomin, de 31 anos, é parte de uma história que ela conseguiu deixar para trás.
Casada há seis anos, Caroline conta que o fato do marido trabalhar com eventos a levava a imaginar que ele estava em um ambiente perfeito para traí-la. "Quando eu era solteira, tinha muitos amigos homens que revelavam trair as namoradas. Com isso, alimentei a certeza de que todos os homens eram assim, inclusive meu marido", afirma.
Ao perceber o excesso de ciúme de Caroline, amigos e familiares passaram a alertá-la. Ela confessa que fazia de tudo para atrapalhar o trabalho de Arthur e também procurava acabar com a autoestima dele. "Eu chegava a atirar coisas nele, esconder as roupas mais bonitas que ele tinha, não passar ligações e recados profissionais, além de não permitir, em hipótese alguma, que ele tivesse uma conta no Facebook", afirma.
Tendo consciência de que o casamento estava realmente sendo prejudicado, Caroline foi buscar ajuda psicológica e espiritual. "Passei a frequentar a igreja porque achava que eu tinha que buscar força e confiança em algum lugar. Além disso, resolvi acompanhá-lo um dia no trabalho. Comecei a perceber que não era um bicho de sete cabeças como eu imaginava", lembra.
Disposta a mudar, Caroline passou até a trabalhar com Arthur e foi então que percebeu que o ambiente não era um convite à traição. "Isso vai do caráter da pessoa. Se ela tem essa intenção, vai fazer em qualquer lugar. O ciúme desequilibra tudo em um casamento. Se eu não tivesse mudado há três anos, talvez não estivesse mais casada hoje", conta, com tom de superação.






