Apesar de ter usado aparelho nos dentes durante a infância e a adolescência, a dona de casa Adriana Niero, 42 anos, precisou recorrer a ele na fase adulta. ''Quando eu usei aparelho ninguém sabia direito essa coisa de disfunção temporo-mandibular, que é o que eu tenho. Só descobri isso por causa de uma dor de ouvido terrível que eu tive e o meu otorrinolaringologista me recomendou que procurasse um dentista. Uso aparelho móvel há dois anos e faço fisioterapia para corrigir a postura, que foi comprometida pela mordida errada. Hoje não tenho muitos problemas por causa dos dentes, mas se não me tratasse com certeza eu iria sofrer na velhice. Aconselho quem tem o problema a procurar um profissional capacitado e fazer o tratamento. Não sinto mais dor, a estrutura do meu rosto melhorou e agora eu consigo morder um sanduíche sem despedaçá-lo antes'', afirma.
Já a aposentada Maria de Lurdes Bosco, 62 anos, só colocou o primeiro aparelho aos 56 anos de idade, para que pudesse fazer um tratamento de colocação de prótese. ''O dentista me disse que primeiro eu precisava corrigir a mordida para depois pôr a prótese. Eu tinha um problema de alinhamento e estava até perdendo a audição por causa disso. Tive que usar aparelho por cinco anos, mas valeu a pena porque eu pude colocar a prótese e estou muito contente com o resultado. Acho que idade não é limite para a pessoa fazer aquilo que tem vontade. Eu não gostava do meu sorriso e queria melhorar, agora estou satisfeita'', garante. (H.F.)

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