Solução para pais sem tempo, o transporte escolar feito por vans e micro-ônibus é um aliado de muitas famílias quando o compromisso é deixar alunos na porta da escola diariamente com segurança e sem atrasos. Que o diga a bancária Ana Paula Diehl, mãe de dois adolescentes. Além dos compromissos rotineiros de sua função no banco, ela não tem horário fixo para almoçar e precisa viajar de vez em quando a trabalho. Por conta da rotina puxada, ela considera o transporte escolar uma verdadeira ‘‘mão na roda’’. ‘‘Tive a sorte de encontrar pessoas de muita confiança’’, explica Ana Paula. Para a bancária, o transporte escolar traz comodidade para os pais e independência aos filhos. ‘‘Eles aprenderam desde cedo a cumprir horários e a se virar. Hoje em dia preparam o café da manhã sozinhos’’, conta.
  Luis Guilherme Diehl, 13, o filho mais novo de Ana Paula, aprendeu desde os 4 a ir para a escola de van. A experiência durou mais ou menos um ano, pois logo depois a família decidiu revezar o transporte com um amigo do garoto. Na segunda tentativa, quando o caçula de Ana Paula estava com 8 anos, a van definitivamente se tornou o meio eleito para percorrer o caminho entre a escola e a casa. Ana Carolina, 15, a irmã mais velha de Luis Guilherme, também é adepta das vans escolares, e até o ano passado acompanhava o irmão no caminho da escola. ‘‘Os dois sempre foram juntos, mas este ano a Ana Carolina vai mudar de colégio’’, diz a mãe.
  Segundo o garoto, que começa em fevereiro a 8ªsérie, uma das vantagens do transporte é chegar sempre um pouco antes do início das aulas. ‘‘O ônibus passa em casa às 6h45 e chegamos antes das 7h15. Na porta de casa não posso atrasar, mas sempre tem gente que atrasa, né?’’.

Cada um no seu banquinho
  Sentados com o cinto de segurança, assistindo a um DVD ou ouvindo música, sob o olhar atento de uma monitora. Com todos esses cuidados seguem dezenas de alunos de suas casas para a escola, como informa o empresário Rubens da Silva, que trabalha com transporte escolar há 20 anos e é proprietário de uma empresa especializada desde 1998, com três micro-ônibus circulando por Londrina.
  Fatores como segurança, conforto e confiança são essenciais para quem faz o transporte de alunos, conta Rubens. Segundo ele, os motoristas cadastrados na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) precisam passar por cursos de direção defensiva e primeiros socorros antes de assumir o volante.
  Na cidade há 67 veículos cadastrados na Associação de Transporte Escolar de Londrina. A organização dos profissionais ajudou a evitar possíveis disputas por clientes. ‘‘Os itinerários são divididos por bairros e regiões entre quem atua na cidade’’, revela Silva.
  Outra questão que garante segurança aos pais são os contratos firmados entre os prestadores de serviço e clientes. Rubens informa que o contrato anual que sua empresa presta vai de fevereiro a dezembro.
  O percurso tem duração máxima de 40 minutos, por isso o primeiro horário começa às 6h30. Um micro-ônibus pode abrigar 25 alunos. Na frente da casa da criança ou do adolescente são dados dois minutos de tolerância. ‘‘Se o aluno atrasar, temos de ir embora para não prejudicar os outros’’, explica. E mesmo quando ocorrem situações de atraso, Rubens ressalta que a empresa procura se certificar se a criança foi mesmo para a escola, pois o retorno muitas vezes é feito com a van. ‘‘Entramos em contato com os pais’’, avisa. Segundo Rubens, o preço médio exercido no mercado hoje está em torno de R$ 160.

Dicas da escola
  Na Escola Educativa o transporte escolar é feito por uma van do próprio colégio. Quando o itinerário não coincide, a escola indica profissionais conhecidos na cidade. Uma lista contendo o nome do proprietário do veículo, o percurso e os telefones de contato é repassada aos pais interessados pelo serviço.
  ‘‘Quando um aluno precisa de transporte e não temos quem indicar naquela região, fazemos contatos para auxiliá-lo nessa busca’’,
  Uma das garantias que a escola toma antes de incluir um profissional na lista de recomendados é verificar se o veículo está cadastrado na Associação do Transporte Escolar de Londrina. ‘‘Assim temos certeza de que o veículo está autorizado a circular’’, explica a diretora. Segundo Eliane, a procura por este tipo de transporte tem crescido. ‘‘Levar e buscar os filhos à escola é um compromisso diário, e nem todos os pais trabalham com horário fixo’’, constata.

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