Corpo medalha de ouro
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quinta-feira, 26 de julho de 2007
Herika Fondazzi<br> Reportagem Local 
Em tempos de Pan-Americano, com jogos e competições ocupando boa parte da programação da TV e das páginas dos jornais, os atletas vencedores ficam gravados em nosso memória pelo exemplo de dedicação, garra e corpos perfeitos. Como não se roer de inveja diante das pernas das velocistas e jogadoras de vôlei, do abdômen das ginastas e dos braços das nadadoras?
E junto com a inveja vem a certeza de que a perfeição física é digna apenas daqueles que passam horas diárias treinando, fazendo da atividade física seu trabalho. Mas, segundo o professor de educação física e treinador da equipe de handebol da Unifil, Giancarlos Ramirez, os simples mortais podem chegar bem perto da boa forma dos atletas.
''Para ficar exatamente igual só mesmo tendo vida de atleta. Isso porque a genética é muito importante. Os atletas que participam de competições como o Pan, geralmente foram selecionados para cada esporte quando eram crianças porque tinham um corpo favorável e mostravam talento. Mas com uma alimentação adequada e exercícios físicos é possível se aproximar bastante da boa forma que eles exibem'', garante Ramirez.
O professor de educação física Luiz Roberto Paringer concorda com a afirmação, mas lembra que normalmente os atletas não treinam apenas a sua modalidade. ''Hoje é raro encontrar um atleta de ponta que não faça musculação. O corpo deles é resultado da combinação do esporte de competição e exercícios com pesos, específicos para cada fim'', lembra.
Para quem quer se habilitar, segundo Ramirez, o ideal seria a prática de exercícios seis vezes por semana: quatro vezes na academia e duas vezes a prática do esporte escolhido. ''É importante lembrar que para se obter resultados tão bons a pessoa precisa ter muita disciplina e manter um treino constante. Por isso, é melhor escolher um esporte que dê prazer'', aconselha.
''Outra preocupação que a pessoa deve ter antes de iniciar qualquer atividade física é começar devagar, sem exigir muito do corpo, e procurar um médico para verificar se há algum risco para o sistema muscular, esquelético e cardiovascular. Todo esporte faz muito bem ao corpo, mas é preciso cautela. Também não recomendo para ninguém a prática apenas nos finais de semana, porque isso pode aumentar as chances de problemas. A saúde deve ser sempre mais importante'', alerta Paringer.
Para ajudar àqueles que se animaram ao ver os competidores se apresentando, Ramirez e Paringer citam as modalidades mais adequadas para cada fim. Agora é só escolher aquela que mais agrada e desfilar por aí com o corpo dos sonhos.
Perder peso Quando o objetivo é ficar magrinha e eliminar as gordurinhas extras, os esportes coletivos são boa opção. Já atividades como judô, karatê e levantamento de peso não são recomendados porque exigem que o atleta seja mais pesado. As melhores alternativas são: futebol, basquete, handbol, corrida e natação.
Definir pernas e bumbum Talvez essas sejam as partes do corpo com que as mulheres mais se preocupam. Acabar com a flacidez das coxas, definir panturrilhas e levantar o bumbum são o objetivo de 10 entre 10 mulheres. Para isso, as opções são: vôlei, ciclismo, patinação, hipismo, tênis, taekwondo, salto em distância, corrida com obstáculos, ginástica, futsal e futebol.
Trabalhar braços e costas Embora não estejam no ranking feminino, manter essas partes em dia ajuda a vestir aquele vestido cavado sem medo de dar tchau. Se o receio é ficar masculinizada, os especialistas garantem que isso só acontece quando o treino é muito puxado. Alternativas promissoras: natação, vôlei, handebol, ginástica, judô, remo e canoagem.
Chapar a barriga Com a vida sedentária que a maioria leva hoje em dia, fica difícil não acumular uma gordurinha nessa região. E aí, adeus às blusas curtas e justas. Para essas peças voltarem ao guarda-roupa os esportes mais adequados são: ginástica, corrida, boxe e capoeira (embora este ainda não participe do Pan).


