‘‘O que é que está acontecendo comigo’’? Esta pergunta é comum na adolescência quando tudo no corpo do jovem parece estar passando por uma revolução. Nessa fase, o menino alterna períodos de euforia e de insegurança, e, muitas vezes, é vítima de constrangimento. Não deve ser fácil ver os pés e as mãos crescerem mais do que o resto, o rosto cheio de espinhas e a voz engrossar ou afinar nas horas mais impróprias. Os pêlos surgem pelo corpo, e parece que tudo cai das mãos. Na puberdade, o jovem sente-se inadequado, enquanto os adultos, para consolá-lo, costumam dizer que ‘‘isso é normal’’. De que forma pode-se amenizar fase tão conturbada de ‘‘meninos quase homens’’?
‘‘É um período de contradições. Eles se sentem feios, fortes, deselegantes, desproporcionais, as piores pessoas, se deprimem com facilidade e, de repente, saem desse estado de infelicidade para a euforia, cheios de autoconfiança’’, revela a psicóloga Isabel Cardoso Benatti. Em sua clínica, em Maringá, ela costuma perceber um erro muito frequente cometido pelos pais.‘‘ Eles associam essas crises a grosseria e desrespeito, desconhecendo que estas alterações ocorrem por questões hormonais’’, diz a psicóloga.

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