Um dos argumentos mais convincentes para se tornar promotora ou consultora de beleza é a flexibilidade do horário de trabalho. Outro atrativo se refere aos ganhos: quanto mais se trabalha, maior a margem de lucro. A venda direta, já denominada anteriormente de porta a porta, evoluiu e exige hoje algo além de boa dose de psicologia de vendas para atuar nesta área. A Folha da Sexta ouviu duas profissionais desse segmento, consideradas campeãs do setor, para saber alguns requisitos para conquistar clientes e mantê-los.
Izabel Carmona Calado trabalha com exclusividade para a Natura há quatro anos. Antes de começar neste segmento, ela havia trabalhado na área de vendas, mas percebeu que seu feeling como vendedora estava direcionado para os cosméticos. Quando começou, a empresa ofereceu um treinamento, e a partir daí, Izabel colocou em prática toda uma estratégia para conquistar o cliente e realizar boas vendas.
Josué de CarvalhoClarice David (à esquerda) afirma que oferecer um produto no qual se acredita dá melhores resultados nas vendas‘‘Primeiro vejo a necessidade dele. A idéia é não tê-lo uma vez só. Faço um acompanhamento sobre o consumo do produto, para que ele se torne um cliente constante’’, diz. Esse acompanhamento fez com que Izabel conquistasse muitas freguesas desde que iniciou esse trabalho. Ela prevê o término do produto, liga para a cliente, pergunta se acabou. Se a resposta for negativa, ela questiona o que está acontecendo, por que a cliente não está usando o produto. É demonstrando esse interesse que as vendas alavancam, constata.
Segundo ela, a Natura promove a cada 21 dias encontros para repassar informações novas, orientações e reportagens sobre os produtos da empresa. ‘‘Para ser uma boa consultora de beleza, é preciso simpatia, ser bem relacionada, conhecer bem o produto e acreditar nele’’, ensina. Ela visita consultórios médicos, empresas e escolas. Mas muita gente a procura em sua casa para adquirir os cosméticos.
Para a abordagem, Izabel promove uma minivitrine para aqueles que não conhecem a linha Natura e oferece amostras. ‘‘Sem pressionar o cliente. Prefiro que ele pense do que compre algo errado’’, afirma. Trabalhando num setor em crescente expansão, Izabel Calado prefere não revelar números, mas garante que a remuneração é boa porque investe no trabalho.

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