O maior estudo epidemiológico da história da cardiologia brasileira foi iniciado no mês passado pela SBC/Funcor. Até 2005, as duas entidades pretendem mapear os fatores de risco em todo o território nacional para elaborar, junto com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, ações de prevenção das doenças cardiovasculares.
Denominado Projeto Epidemiológico Nacional sobre a Prevalência dos Fatores de Risco Cardiovasculares, o trabalho tem como principal objetivo reduzir a incidência de infartos do miocárdio e derrames cerebrais. Vai envolver 70 municípios de todas as regiões do Brasil e mais de 800 profissionais de saúde e deverá ser concluído em 2005.
O projeto pretende atingir a população em campanhas temáticas como palestras, distribuição de folhetos, realização de caminhadas, avaliação da pressão arterial e exames complementares. Segundo o presidente de Funcor, Raimundo Nascimento Marques, é fundamental que as pessoas aceitem participar.
Outro estudo, do laboratório AstraZeneca, vai investigar a redução do risco cardiovascular e a evolução dos pacientes tratados com rosuvastatina cálcica. Trata-se do Programa Galaxy, um dos maiores trabalhos clínicos já realizados com uma estatina. Esse programa é uma iniciativa global e de longo prazo composta por 17 estudos oito já concluídos , com a participação de 80 mil pacientes em 30 países. Até agora mais de 40 mil pacientes receberam a rosuvastatina no programa Galaxy. O Brasil participa de três estudos clínicos: Mercury II (em indivíduos de alto risco com hipercolesterolemia primária), Aurora (na sobrevida e sobre eventos cardiovasculares em pacientes em hemodiálise) e Discovery Penta (avaliação da eficácia da rosuvastatina na obtenção das metas do colesterol com a atorvastatina). (A.R.B)

A jornalista Angela Raizer Barbosa viajou ao Rio de Janeiro a convite da organização do evento

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