Centro motor da circulação do sangue, responsável por levar nutrientes e oxigênio para todo o corpo, o coração ainda mantém aquecidos órgãos importantes. Para os românticos, o coração também é aquele que ama, odeia, sofre e se alegra. É nele que está o centro da vida física e emocional. Mas é nele também que se alojam alguns dos maiores riscos para a saúde.
  Infartos, pressão alta, colesterol e arritmias são os problemas mais comuns que afetam o coração com a chegada da idade. Mas crianças e até bebês também podem sofrer de doenças cardíacas. A boa notícia é que o avanço da medicina já consegue detectar e tratar esses casos cada vez mais cedo. ‘‘Hoje, durante o pré-natal, é possível descobrir doenças congênitas e arritmias com o bebê ainda dentro do útero. Em alguns casos pode-se até resolver o problema antes do nascimento através de medicação ou até cirurgia’’, garante o cardiologista Manoel Canesin.
  Dentre as doenças congênitas mais comuns nos pequenos estão a comunicação interatrial (CIA), o prolapso de válvula mitral, a insuficiência mitral e a válvula aórtica bicúspede. ‘‘A que pode precisar de tratamento mais precoce realmente é a CIA. Nela os dois lados do coração se comunicam e isso permite a mistura do sangue venoso com o arterial. Os demais problemas são mais simples e não oferecem grandes riscos, mas precisam ser acompanhados para detectar uma possível evolução do quadro’’, afirma.
  Outro nome temido pelos pais, mas que na maioria das vezes não é perigoso, é o sopro no coração. O especialista diz que em geral ele é apenas um problema fisiológico que tende a passar com o tempo. ‘‘Quando o problema for anatômico precisa de tratamento. Por isso, qualquer sinal de sopro precisa ser observado’’, explica.
  Felizmente, nem todas as complicação cardíacas são congênitas e várias delas podem ser evitadas com cuidados simples durante a gestação. ‘‘A mulher grávida não deve fumar, consumir bebida alcoólica em excesso nem tomar medicação que não seja prescrita pelos obstetras. A obesidade e o diabetes da mãe também precisam ser controlados. E depois do nascimento, crianças com histórico familiar de colesterol alto e/ou obesas precisam fazer exames de sangue com regularidade entre dois e dez anos de idade’’, alerta o médico.

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