Desde menina, a estudante de pedagogia Thabata Sola Reolon, 20 anos, tem problemas no sistema reprodutor. A primeira menstruação ocorreu aos 6 anos. Nessa época, ela começou a se acostumar com a rotina de ir ao ginecologista. Submeteu-se a um tratamento que fez a menstruação parar. Aos 12 anos, voltou a menstruar.
Aos 15 anos, Thabata sofria de cólicas insuportáveis. Foi ao médico novamente. Dois anos mais tarde, teria o diagnóstico do problema que a acompanha até hoje: a síndrome do ovário policístico.
‘‘Tinha bastante pêlo no rosto e espinhas. Ainda tenho um pouco’’, conta. A médica que a trata decidiu submetê-la a um tratamento para parar de menstruar. Ela toma pílula sem interrupção, com intervalos de seis em seis meses.
O impacto mais pesado que teve quando soube do diagnóstico foi a possibilidade de não poder ter filhos. ‘‘Quase morri quando o médico me disse que podia ficar estéril. Justo eu, que adoro crianças, comenta.’’ No mais, Thabata diz que nunca se abalou com o problema. ‘‘Já enfrentei preconceitos da família por eu ser muito nova e tomar pílula. Mas as pessoas têm de encarar a doença de cabeça erguida’’, conclui. A.C.)

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