Mesmo seguindo faculdades e profissões diferentes, grupo de amigas de colégio faz questão de estreitar os laços com encontros semanais

Apesar de terem apenas vinte e pouquíssimos anos, Luisa, Roberta, Mariana, Luana, Daniela, Camila, Luciana e Camila são amigas de longa data. Algumas se conhecem desde o ensino fundamental, outras foram se juntando ao grupo e, hoje, de tão unidas, não passam uma semana sem se ver. Fazendo as contas, a amizade já dura em média uma década. Ou seja, quase a metade da vida das garotas.
Os caminhos pós-colégio acabaram levando as jovens a traçarem caminhos profissionais bem diferentes, mas nada que as separassem. A diversidade de escolhas é grande: Luana Salinet faz mestrado em agronomia, Mariana Piazzalunga é formada em administração, Daniela Pupulin terminou a faculdade de odontologia, Camila Terenzi fez o curso de direito, Luciana França também tem o diploma de administração, Camila Faria Alves é dentista, Roberta Meneghel é empresária e Luisa Barbosa cursa medicina.
Como nos tempos de colégio, as amigas aproveitam o ''recreio'', ou melhor, os encontros semanais para colocar a conversa em dia. E aí não são mais dentistas, advogadas ou administradoras. São apenas boas amigas. Coincidentemente, todos os namorados das jovens moram fora de Londrina e só aparecem nos finais de semana. Durante a semana, elas ficam à vontade para os encontros da ''turma da Luluzinha'', quase sempre às quintas-feiras à noite.
O papo agradável é sempre pontuado por quitutes, já que as reuniões são quase sempre na hora do jantar, que pode ser coadjuvante ou não. Depende de quem é a anfitriã da semana. Luisa e Luciana lideram as aventuras culinárias, mas quem não leva muito jeito na cozinha também não se aperta. ''A gente pede uma pizza'', explicam. Prendadas ou não, a receita é infalível: ''Todas têm que que ajudar a lavar a louça'', avisa Luisa.
A idéia do grupo é fazer um rodízio entre as anfitriãs à cada semana. ''Meus pais até saem para comer fora'', conta Roberta. E o octeto confessa que fica bem mais à vontade em casa que nos restaurantes ou bares. ''É mais aconchegante e a gente pode falar mais alto'', conta o grupo de amigas. ''Há também a falta de opção de lugares legais'', reclamam.
Risotos e fondues estão entre as especialidades das jovens. Mas o ingrediente principal é sempre o bom papo. ''Serve até de terapia'', contam elas, que também costumam se encontrar em menor número em almoços. ''São as reuniões de emergência'', explicam sobre os momentos em que uma ou outra passa por dificuldades. ''A gente quer sempre uma opinião'', confessam. De sobremesa, a garantia que a amizade só se fortalece.

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