A gerente de marketing Fabiane Alves Campos diz ter total tranquilidade na relação dos filhos Leandro Júnior, 17 anos, e Leonardo, 9. Como o computador fica no quarto do mais velho, há um limite para uso. ''Meia-noite o Júnior precisa desligar porque tem aula no dia seguinte. Já nos finais de semana, ele pode ficar um pouco mais'', lembra Fabiane.
Há dois anos, quando ganhou o computador, Júnior quis aproveitar ao máximo a novidade. Chegou a ficar até às 8 horas da manhã do dia seguinte conectado à internet. ''Eles sabem o que é certo e o que é errado'', avisa a mãe, que encara numa boa a troca de informações com os filhos. Enquanto os ensinamentos dela para eles vêm das experiências de vida, os meninos acabam ensinando a mãe a navegar na rede.
''O computador não atrapalha na escola nem no convívio social. Os meninos costumam sair sempre com a gente. Mas o Júnior sabe que a primeira coisa que vou cortar vai ser o computador se ele tiver um problema'', explica Fabiane. Ao invés de programas modernos de computador, a gerente costuma usar um método bem mais caseiro para verificar por onde anda navegando o filho. ''Costumo entrar no quarto e sentar na cama dele, que fica próxima ao computador e aí, enquanto conversamos, vejo o que ele está fazendo'', ensina.
''A gente tem de confiar nos filhos. Sabemos que o que é proibido é sempre mais divertido. Prefiro ter meu filho em casa do que na rua com quem não conheço ou em lugares perigosos'', confessa.
Para Júnior, o controle da mãe não é mesmo tão rígido. Tanto que ele revela que costuma burlar a regra do horário-limite no clássico ''só mais um pouquinho, mãe''. ''Mas ela não precisa se preocupar com o conteúdo'', garante o jovem, que usa o MSN também para namorar. Os encontros reais com a namorada só acontecem duas ou três vezes por semana, sendo que na internet as conversas são mais frequentes apesar do limite de tempo dela ser menor que o de Júnior.
Quem também tem menos tempo em frente ao computador é o caçula Leonardo. ''Às vezes, eu consigo'', diz o pequeno bem-humorado, que depende da boa vontade do irmão mais velho para os jogos online. (K.M.)

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