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sexta-feira, 22 de dezembro de 2000
Vivian Ávila Pavan 
Mães de primeira viagem e até as mais experientes têm como característica a preocupação com relação aos cuidados básicos de higiene do filho. Estão sempre munidas de um arsenal de produtos que garanta limpeza 100% segura.
Quando começam a engatinhar, os bebês ganham o chão da casa como limite para o seu desenvolvimento motor. Mães ficam em alerta, temerosas de que a sujeira trazida pelos adultos possa prejudicar a saúde da criança, já que nesta fase tudo é levado à boca
Pais e visitantes não precisam deixar os sapatos na porta da casa para proteger a criança. A limpeza normal do piso é suficiente para tirar a maior parte dos agentes agressores presentes no chão, observa o pediatra Edson Correia da Silva.
Desinfetar o chão constantemente, prática usual de muitas mães, também é um cuidado extremo, considera o médico, acrescentando que as verminose é a doenças mais comuns adquiridas pela criança em contato com o chão. Verminoses não são consideradas doenças graves, ressalta, contudo, Edson Silva.
Como resultados negativos de exames de fezes também não são um indicativo seguro de que ele esteja livre do problema, a linha pediátrica, hoje, tem como conduta habitual prescrever, para este caso, medicamentos polivalentes em dose única. Em geral, esses remédios têm sabor agradável, a criança toma e já está tratada.
Tanques de areia Além de alergias, crianças podem também contrair verminose em tanques de areia, comuns em creches e berçários. Geralmente funcionando em casas térreas, esses tanques podem ser visitados eventualmente por cães e gatos que ali podem urinar e evacuar. O médico descarta, contudo, apenas por este contato, doenças mais graves como a toxoplasmose (causada pelo toxoplasma gondii, parasita eliminado sob a forma de ovos nas fezes de felinos contaminados) e a leptospirosose (causada pela bactéria leptospira ssp, a doença é transmitida principalmente pela urina de ratos, mas também pela água e alimentos contaminados).
Acidentes Os chiqueirinhos, aqueles cercados por redinhas, são um outro recurso utilizado pelas mães visando proteger os filhos da sujeira. O equipamento no entanto, é visto com restrição pelo pediatra. É mais comum, neste caso, que a criança sofra pequenos acidentes, como braços e pernas presos na tela protetora.
Cumprindo a mesma finalidade do chiqueirinho, o andador, aquele carrinho circular, é lembrado pelo médico. Nele a criança fica de pé, longe do chão, e a mãe tem tempo para os seus afazeres domésticos. Ele alerta, porém, que tanto a Sociedade Brasileira de Pediatria quanto a Academia Americana de Pediatria não recomendam o uso do andador.
Edson Silva explica que, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, o andador não apressa o caminhar da criança. Não existe aí estímulo para andar porque a criança não vê os pés e não está querendo caminhar por vontade própria. Segundo ele, o maior problema com o disquinho, semelhante ao chiqueirinho, está relacionado aos acidentes que provoca. Tudo o que dá chance para a criança se acidentar deve ser evitado, alerta.


