Lentes de contato são consideradas medicamentos, e portanto, somente médicos podem prescrevê-las. Esta foi uma das leis aprovadas pelo Congresso Nacional no ano passado, proibindo as óticas de adaptá-las. É também o alerta do médico oftalmologista Osman Simei Baena Ferraz. ‘‘Usar lentes sem consultar um especialista é como comprar dentadura sem ir ao dentista’’, compara. Ele denuncia que lentes de contato que não são aprovadas no controle de qualidade dos EUA são vendidas no Paraguai e chegam até ao Brasil a preços baixíssimos.
De acordo com Osman, há uma série de testes médicos necessários para determinar a lente ideal a cada pessoa, especificando o grau, o diâmetro, a espessura e a curvatura. Além disso, os exames têm a função de descobrir possíveis doenças nos olhos e também de estudar o filme lacrimal, verificando se há um mínimo de espessura para suportar a lente e permitir a troca de oxigênio. ‘‘Se a película que vai sustentar a lente for muito fina, existem medicamentos que aumentam o tamanho’’, explica Osman.
Segundo o oftalmologista, só não podem usar lentes de contato pessoas com conjuntivite crônica e outras doenças crônicas ou agudas de córnea. As lentes também ficam proibidas àquelas sem habilidade motora para manipulá-las e também às que se submeteram à cirurgia plástica ao redor dos olhos e têm dificuldade para fechá-los, o que faz com que fiquem ressecados e com tendência a sofrer lesão e até úlcera de córnea.

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