Conhecimento e afetividade
Para a psicóloga Maria Martha Costa Hubner, especialista em psicologia educacional e professora de pós-graduação da Universidade Mackenzie, de São Paulo, a presença dos pais deve ser mais intensa no período que vai da pré-escola à 4ª série. Depois, eles devem assumir uma postura de ficar à disposição do filho, mas de forma indireta. No início, o apoio deve ser mais próximo e depois mais distante, proporcionando à criança uma independência gradativa, orienta a psicóloga.
Maria Martha Hubner ressalta que esta não deve ser uma tarefa apenas da mãe, principalmente quando se trata do filho homem. Caso contrário, o menino passa a ver os deveres escolares como uma coisa puramente feminina já que o pai não dá a devida importância. Ela salienta que os pais devem agir como supervisores e orientadores, nunca como âncoras. O papel deles é mostrar ao filho o caminho para as respostas, afirma.
Segundo a especialista, os pais jamais devem ter receio de dizer à criança que não sabem a resposta. Eles não precisam ser um poço de conhecimento, mas um modelo de responsabilidade. Admitir o não sei também é uma etapa da aprendizagem. É o momento do pai ou da mãe valorizar o conhecimento do filho, invertendo os papéis e pedindo para ele explicar a matéria, observa Maria Martha Hubner. Ela salienta que a criança não deve fazer as tarefas com a televisão ligada. É impossível prestar atenção em duas coisas ao mesmo tempo. O aprendizado requer concentração, frisa a psicóloga.
Para a psicopedagoga Maria Prizão Saporetti, os pais nunca devem fazer a tarefa para o filho. O importante é ajudar a criança a interpretar e a pensar. Mostrar o caminho, tirar dúvidas, mas não induzir. Segundo Maria Saporetti, enquanto os pais estão ajudando o filho a fazer os deveres, eles devem observar a capacidade de aprendizagem da criança e, principalmente, tornar esse momento em algo agradável, sem conflitos. Não existe conhecimento sem afetividade, garante a psicopedagoga.( C.M.)





