A história do móvel sofreu pequenas variações nos últimos 2000 anos. Os registros históricos comprovam que o móvel residencial identifica culturas de vários lugares, e o uso de matérias-primas de cunho artesanal, como a pedra, a madeira e os tecidos, que retratam um painel riquíssimo de arte e cultura.
Com o início da Revolução Industrial, o trabalho se transforma. Começam a surgir as primeiras casas de ofício. De início, o mobiliário desses ‘‘escritórios’’ apresentava uma variação do residencial. Mesas e cadeiras eram fixas, mas com características não muito diferentes daquelas das residências.
O computador foi a grande alavanca para as modificações no design dos móveis para escritório. Foi no final da década de 80, que começaram a pipocar as primeiras notícias sobre lesões de esforço repetitivo (LER), com o uso contínuo do computador.
A relação do mobiliário com as pessoas começou a ser repensada. A primeira revolução ligada à ergonomia foi conseguida com o desenvolvimento de cadeiras. Primeiro, com a regulagem de altura; em seguida a do encosto, proporcionando melhor apoio lombar. A regulagem do apoio do braço também foi sendo absorvida, para que o antebraço não ficasse dependurado. Uma cadeira ergonômica para escritório, que possua braço, contém vários mecanismos de adaptação, que proporcionam mais mobilidade e conforto ao usuário.
Cada pessoa tem proporções antropométricas diferentes, mesmo duas pessoas apresentando alturas idênticas. Por isso, o móvel de trabalho precisa ter capacidade permanente de adaptação. As crianças, envolvidas cada vez mais com o mundo virtual, precisariam usar um móvel que tenha mecanismos de adaptação, para evitar que cresçam com problemas. (F.F.)

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