Comportamento - Um ano novinho em folha
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sexta-feira, 08 de janeiro de 2016
Karla Matida<br>Reportagem Local 
Felipe nasceu algumas semanas antes do esperado e por isso mesmo viu o Ano Novo chegar com os olhos mais curiosos. Mesmo entrando em 2016 com pouco mais de dois meses, tudo ainda é novidade para o pimpolho e mais ainda para os pais Luciana e Faid Yukiti Tateoka. Casados há oito anos, a chegada do primogênito mudou a rotina da casa.
"As prioridades agora são outras. Quando recebemos convites para sair, pensamos primeiro se é um lugar onde podemos levar o nosso filho, se é um lugar onde ele ficará bem, com estrutura para a troca de fraldas, para poder amamentá-lo", explica Luciana. "Antes a gente podia sair no meio da semana, decidir viajar de última hora", completa. "Hoje, se a gente vai ao shopping com ele, por exemplo, chega num pé e sai com o outro", brinca Faid.
Advogada e dona de uma multimarcas de roupa feminina, Luciana segue em licença maternidade, mas sem ter deixado totalmente de trabalhar. A família ajuda com a loja e muitos processos são virtuais. "Só não faço audiências", explica. "Escolhi e consegui alimentar meu filho exclusivamente com o leite materno e pretendo continuar até os seis meses dele, então a cada duas ou três horas tenho que estar disponível para ele."
Para Faid, ter o próprio negócio também ajudou nas primeiras semanas do primogênito. "Às 15 horas já estava em casa, queria estar mais tempo com ele", conta. "Faço triatlo e também abdiquei dos meus treinos", lembra. "É uma fase da vida e vale a pena." "Algo que o pediatra nos disse é que nós não deveríamos terceirizar a educação do nosso filho", cita Luciana, que assimilou o conselho e quer "desacelerar o ritmo", diz. Tanto que uma das resoluções dela para 2016 envolve a continuidade ou não da loja. "Estou pensando se vou continuar, quero trabalhar meio período", avisa.
"2016 vai ser o ano do crescimento", sentencia o médico Gustavo Benassi. Isso porque no finalzinho do ano passado ele se casou, se formou em Medicina e decidiu se mudar de Londrina para Jardim Alegre (cerca de 160 quilômetros). Os planos iniciais eram outros, mas a nova trajetória não intimida Benassi, pelo contrário, estimula. "Decidimos nos casar porque que estava tentando uma vaga no exército para morar em Manaus e a esposa de militar tem uma série de benefícios", explica. "Nós iríamos nos casar, não ia demorar, só adiantamos um pouco", diz.
"Sempre morei em Londrina e com meus pais, estou empolgado com a mudança. Vou iniciar uma família, uma profissão", conta o médico, que por pouco não se tornou um músico. "Estava determinado a ser músico, meu pai toca, meu irmão é músico. Mas nas aulas do cursinho me interessei pela biologia."
A ideia do exército também veio de uma palestra. "Me chamou a atenção, acredito que seria uma experiência de vida, cresceria como pessoa e como médico. Mas não tinha que ser e não abriram vaga em Manaus desta vez", conta Benassi. A escolha de Jardim Alegre tem a ver com a terra natal da esposa Laís. "Para ela também vai ser uma mudança voltar para lá, ela está em Londrina há sete anos", diz. Para o médico, a receita é "ter a mente sempre aberta para aproveitar as oportunidades", ensina.


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