‘‘O pior casamento é o que dá certo’’, diz o humorista Millôr Fernandes. O sarcasmo do autor pode até parecer pessimista. É claro que existem casamentos magníficos, em que existe uma verdadeira comunhão de ‘‘almas gêmeas’’, o encontro das duas ‘‘metades da laranja’’, de ‘‘panelas que acharam sua tampa’’, como pregam as figuras de linguagem usadas para definir uma relação duradoura e feliz. Só que muitos desses casamentos perfeitos, de repente, como que por (des)encanto, desabam.
Como explicar a separação de um casal 20? O que faz casais com anos de convivência, alguns filhos e um patrimônio construído a dois, desejarem o fim do casamento? E por que existem casais infelizes que, juntos há uma eternidade, parecem querer perpetuar a mesmice ou adiar a separação inevitável?

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