Paulo WolfgangDentre os 988 formandos da UEL, Paulo Roberto Santos Romero foi o número um. Agora, a batalha continua com a preparação para vários concursosA noite do dia 15 de fevereiro de 1997 foi inesquecível para os 988 formandos da Universidade Estadual de Londrina. Mas, para o formando do curso de direito, Paulo Roberto Santos Romero, 24 anos, foi mais emocionante ainda. Ele recebeu a láurea acadêmica como primeiro colocado dentre todos os alunos, tendo concluído o curso com média 9,07. ‘‘O que eu estou fazendo aqui?’’, pensou Paulo, no momento em que seu nome foi chamado no ginásio de esportes Moringão, completamente lotado. O título, segundo Paulo, foi apenas acidental e serviu para corresponder à confiança que o pai depositou nele, além de confirmar a vocação para a carreira escolhida.
Ele afirma que sua veia autodidata sempre falou alto, por isso, preferia estudar em casa. ‘‘Na faculdade, eu nem tinha caderno ou, pelo menos, um caderno digno de ser emprestado para alguém’’, confessa. Para se ter sucesso nos estudos, de acordo com Paulo, não se pode sentir o peso de ‘‘ah, vou ter que estudar’’, pois um dos fatores que levam à memorização fácil é a afetividade com aquilo que vai se aprender.
Horas antes da entrevista, Paulo havia cancelado sua matrícula no mestrado. Agora ele se dedicará exclusiva e exaustivamente na preparação para o concurso à carreira do Ministério Público, e vai prestar provas em quatro estados: São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Somente no Paraná são mais de 3.000 candidatos para apenas e tão somente nove vagas. ‘‘Isso exige dedicação, empenho e seriedade. É preciso ser escravo intelectual daquilo que vai cair nos concursos. Cultura geral também é fundamental, apenas o aprendizado técnico não é suficiente’’, constata o advogado.
O direito criminal é o ramo da advocacia que mais o cativa. Esta paixão aumentou depois do estágio de um ano junto a um famoso advogado criminalista da cidade. Segundo seus apontamentos, este segmento do direito é complexo e busca subsídios em outros ramos do saber como sociologia, ciência política, literatura, entre outros.
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No futuro, Paulo Romero pretende seguir a carreira de juiz. ‘‘Mas é a maturidade que contribui para o indivíduo ser um bom juiz’’, conclui, do alto dos 24 anos e ao lado das enormes pilhas de livros, companheiros inseparáveis. Músicas da velha guarda da MPB, na voz de Orlando Silva e Noel Rosa, também estimulam o jovem advogado a estudar e conquistar seu lugar ao sol.

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