Mário CesarO poodle Christian espera a garota Fernanda na porta do apartamento
Quem reclama de tudo, dizendo que leva uma ‘‘vida de cão’’, não pode tomar como exemplo a vida do poodle toy Christian Elles House Dog. Aos 4 anos, o cãozinho dorme no quarto da dona e vai ao salão de beleza toda semana. Frescura? ‘‘Só quem tem um animal entende o que é isso’’, explica a garota Fernanda Maria de Britto, 13 anos, a dona de Christian.
A artista plástica Lélia Ferreira foi aprendendo a amar os animais após ganhar uma gata siamesa de presente da amiga, Maria de Los Angeles, outra amante dos bichos. ‘‘A princípio achei que era um presente de grego’’, lembra Lélia. ‘‘Eu nunca tinha tido um bichinho antes, e achava que não me acostumaria. A Maria até me avisou que eu poderia devolvê-la, e foi o que eu quis fazer logo no primeiro dia’’. Para Lélia, que sempre gostou de bichos, mas nunca pensou em tê-los em casa, a experiência de ter um animal ‘‘fazendo xixi e bagunça pela casa’’ parecia assustadora no início. ‘‘A Maria insistiu, dizendo que eu me acostumaria’’.
Marcos BorgesMaria de Los Angeles toma cuidados dobrados com a ‘‘caçulinha’’ Gris
Hoje, nove anos depois, a siamesa e seus dois filhotes ‘‘acabam cedendo a casa para mim’’, diz Lélia. Pelo menos um quarto na casa é exclusivamente dos gatos, só que eles acabam dormindo na cama com Lélia. O território dos gatos pode ser percebido em todos os cantos do apartamento. No quarto de Lélia, nunca falta ração e água, e na cozinha, espaço diferenciado nos armários, geladeira e freezer, onde fica o estoque de sardinhas, para a entresafra.
A gatinha passou quase um ano doente, passando de um veterinário a outro, até que a artista encontrou um veterinário homeopata. ‘‘Ela ficou curada, mas eu me acostumei a dar comida na boca da gatinha e o hábito passou para os filhotes. Assim, eu sei o quanto eles estão comendo,’’ explica.
Josoé de Carvalho‘‘Os gatos me cedem a casa’’, afirma a artista plástica Lélia Ferreira
Mas nem só os gatos da casa contam com esse privilégio. ‘‘Tenho sempre ração no meu carro, para o caso de ver um gatinho faminto na rua’’, conta Lélia, que também costuma alimentar alguns gatos do condomínio onde mora. Tal devoção parece não ser compartilhada por um morador das redondezas. ‘‘O gato de um vizinho morreu envenenado’’, denuncia Lelia, que se juntou a outros moradores do condomínio para investigar a morte do animal.

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