Namorar, noivar, casar, ter filhos. O caminho visto como o natural para muitos casais não é a realidade de muitos outros, que por motivos diversos acabam invertendo um pouco essa ordem.

Para o casal Márcio Luis Gusmann, representante comercial e Cláudia Andressa Ponsoni Gusmann, funcionária pública municipal, o "sim" veio há cerca de um ano, depois de muitas experiências vividas juntos. Eles se conheceram durante a faculdade quando ela veio para Londrina estudar Administração. Começaram a namorar, ela concluiu a graduação e voltou para a casa dos pais em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Continuaram a namorar à distância, até que ficaram "grávidos" de Isabella, hoje com 12 anos.

"Eu morava com meus pais e meu irmão e o Márcio foi morar com a gente. Quando a Isabella tinha quase um ano minha mãe teve câncer. Foi tudo muito rápido e ela faleceu logo após a neta fazer um ano. Eu era a única mulher na casa, minha mãe fazia tudo e acabamos ficando", conta ela.

Cerca de quatro anos após o falecimento da mãe de Cláudia, o casal resolveu comprar um apartamento. Como o imóvel ainda estava na planta, eles ficaram mais um tempo com os familiares. "Moramos sete anos juntos. Em 2011 o apartamento ficou pronto e nos mudamos, mas como era pequeno, acabamos comprando outro, que também estava na planta. Por conta dos planos de moradia fomos adiando o casamento, mas não fazia diferença para mim, porque já morávamos juntos", diz Cláudia.

Márcio, ao contrário, sempre perguntava quando eles iriam se casar, ao que a esposa respondia que depois dos 40 anos não se casaria mais. Com o segundo apartamento pronto, em 2014, ele começou a planejar como seria o pedido de casamento, que deveria ser feito de surpresa, no dia do aniversário dela, em 1º de maio. "Eu queria ter pedido no ano anterior, mas acabou não dando certo. Nesse ano iríamos fazer uma festa para comemorar o aniversário dela e comecei a procurar na internet formas de pedir em casamento alguém com quem já morava junto."

Dois dias antes do aniversário Márcio convidou a esposa para ir escolher alianças, que até então não usavam. "Eu não queria que fosse algo escolhido só por mim, por isso inventei a desculpa de que era um presente de aniversário", justifica.

Outra preocupação dele foi comunicar o sogro e a filha sobre o pedido. Os demais convidados foram surpreendidos junto com a noiva. O casamento, marcado para dali a um ano, seguiu todos os protocolos, com direito a cerimônia religiosa e civil, além da festa.

"Ele até queria algo mais simples, mas são muitas as opções para casamento, a gente fica maluca. Não fizemos tudo que queríamos, mas nos permitimos algumas coisas, como música ao vivo, um bom jantar", relata ela.

A dama de alianças, como não podia deixar de ser, foi Isabella, que também ajudou a mãe a escolher o vestido de noiva. "Eu adorei, não esperava que eles fossem se casar. Quando contava para as minhas amigas elas ficavam surpresas, me davam os parabéns. Adorei entrar na igreja e fiquei muito emocionada", afirma.

O maior presente de casamento eles esperam para daqui a um mês. Cláudia está novamente grávida e em breve Nicolas virá para aumentar a alegria da família.

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| Foto: Fotos: Arquivo Pessoal
Isabella, de 12 anos, foi dama de aliança do casamento dos pais Cláudia e Márcio Gusmann
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