Comportamento - Novos jeitos de treinar ao ar livre
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sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Karla Matida<br>Reportagem Local 
Imagine que você mora em São Paulo e não pode se dar ao luxo de, no mesmo dia, participar de três aulas diferentes como yoga, crossfit e artes marciais, por exemplo. As distâncias são longas e o trânsito é, no mínimo, complicado. Juntar práticas diferentes e ainda aproveitar o momento ao ar livre foram alguns dos ingredientes que deram início à Mahamudra Brasil, cerca de três anos atrás.
O londrinense Bruno Peloi estava no grupo de 20 pessoas fundadoras da nova modalidade. Em pouco tempo ela se tornou um sucesso não só no Brasil como no exterior. Já são cinco franquias, incluindo a de Los Angeles e também a de Londrina, comandada por Peloi. Depois de seis anos morando fora, ele voltou para casa em busca de um dos grandes tesouros da vida moderna: qualidade de vida.
Não por acaso, a Mahamudra foca justamente no modo de vida e nos três pilares: corpo, mente e espírito. "Mahamudra significa o grande (maha) segredo (mudra)", ensina Peloi, que em cerca de três meses já conquistou cerca de 120 alunos divididos em seis horários diferentes logo pela manhã e no finalzinho da tarde. "Depois de alguns testes, dividimos as turmas entre A, os intermediários, e C, os iniciantes", diz.
Os treinos em Londrina acontecem principalmente no Zerão e logo devem ser ampliados para o Igapó, com as aulas de canoagem. Mas os lugares também mudam, assim como os exercícios, que estão longe de seguir uma rotina. "Os treinos nunca se repetem", avisa Peloi, que divide as aulas com profissionais de educação física e ioga.
Do aquecimento inicial ao aquietamento final, a aula costuma durar cerca de uma hora, sendo que o recheio segue a mistura de crossfit, artes marciais e até mesmo treinos militares. Para Peloi, o trabalho em grupo também é um diferencial. "Cada um fortalece o outro, há uma troca de energia", garante. A convite de Peloi, o booker de modelos e produtor de moda Nilson Caetano foi descobrir o que era a Mahamudra. Gostou tanto que chamou uma amiga, que por sua vez convocou a pecuarista Danielle Janene.
Mãe de três filhos, Danielle diz que os treinos são "um momento bem meu. Abstraio tudo". "Comecei no meu ritmo e em três meses faço coisas que não imaginava, mas ainda tem muito que não consigo. É um incentivo", diz. "É muito dinâmico", avisa Caetano, que lembra que até atender o chamado de Peloi passava por uma fase de desânimo com os exercícios tradicionais.





