COMPORTAMENTO - No universo feminino
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quinta-feira, 06 de agosto de 2015
Érika Gonçalves<br>Reportagem Local 
Laços, fitas, babados, bonecas, maquiagem, acessórios, TPM. Um mundo tão íntimo das mulheres pode intimidar alguns homens, que se veem envoltos em tudo isso quando têm filhas, mas o carinho e a atenção que elas dedicam a eles compensa tudo.
A vida do diretor financeiro Rogério Volponi, de Ibiporã, mudou para muito melhor depois do nascimento de Isabella, de 9 anos, e Isadora, de 6. "A mulher tem a exata noção de como sua vida vai mudar no momento que descobre a gravidez. O homem vai sentir isso quando a criança nasce. Foi como se tivesse virado uma chave! Antes eu não cuidava da minha saúde. Depois do nascimento da Isabella percebi que tinha alguém para cuidar. Emagreci 30 quilos e agora faço mais esportes", conta.
Segundo ele, os cuidados com as meninas sempre foram divididos com a esposa: consulta no pediatra, dentista, vacinas e tudo mais. Entretanto, há três anos Volponi ficou viúvo e assumiu integralmente as tarefas com as filhas. "Claro que sozinho a gente não dá conta e os familiares nos ajudam. Também tenho uma pessoa de confiança que fica responsável pelos cuidados enquanto estou no trabalho, mas tento atender tudo e aproveitar a fase delas como crianças. A nossa realidade não pode privá-las da infância", pondera.
Volponi diz que tenta conciliar os compromissos profissionais e a atenção às meninas, telefonando quando não é possível almoçar em casa. À noite jantam juntos e assistem filmes e desenhos animados, até a hora delas irem para a cama. Vez ou outra é preciso ajudar com o dever escolar.
Algumas atividades, entretanto, embora sejam bastante prazerosas para as mulheres, exigem uma dedicação maior do paizão. "De vez em quando elas pedem para ir ao shopping, querem comprar alguma coisa e nós vamos. Mas não gosto muito", admite rindo.
O carinho das meninas para com ele é algo tido como diferenciado. "Filhos são uma benção e não tinha expectativas quanto ao sexo. Mas percebo que elas são mais carinhosas, mais apegadas comigo. Eu tenho irmã, dividia o quarto, mas é diferente de ter filhas, o relacionamento é muito mais forte."
Com Isabella chegando à adolescência, Volponi conta que está se preparando para questões mais delicadas. "Outro dia me perguntaram o que era menstruação. E expliquei. Quando fiquei sozinho sabia que essas perguntas viriam e acho que nesses momentos também passamos valores. Agora, quanto aos namorados, acho que nenhum pai está preparado para isso", diz rindo novamente.
Ele acredita que por sempre ter participado das atividades das filhas, assumir sozinho os cuidados depois da ausência da esposa se tornou menos difícil. "Não é algo que se constrói de um dia para o outro. Não experimentei muito isso com meu pai, antigamente não era assim. Por isso, procuro ligar quando não posso estar presente, perguntar como foi o dia na escola ou na casa da avó quando chego à noite. Essa atenção precisa existir. Quando os pais abrem essa porta, o filho cresce acostumado a fazer isso."




