Dorico da SilvaVera e os filhos Isabeli, Carolini e Felipe: sem tempo para o dever escolarAs mulheres brasileiras já representam quase a metade da população economicamente ativa do País. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cada ano aumenta significativamente o número de mulheres que se aventura no mercado profissional a fim de conquistar o seu espaço. Se em 1985 elas eram 33,53%, em 95 o sexo feminino ocupava a parcela de 39,03% entre a população que trabalhava. Pelas pesquisas do IBGE, o número cresce a cada ano. Da população economicamente ativa de 1992, as mulheres eram 37,08%. Em 93 subiu para 38,04% e em 94, 38,5%.
Se por um lado cresce o espaço feminino no mercado profissional, aumentam também suas responsabilidades, lembra a psicóloga londrinense Maria Rita Soares Azevedo. Principalmente se ela é mãe e o salário é importante para o delegar funções ao marido e dividir as tarefas com os filhos’’, diz Maria Rita. ‘‘Em muitos casos, cabe apenas à mãe a organização do lar e a educação dos filhos. Mas facilita quando o pai também assume essas responsabilidades, até mesmo para diminuir a culpa das mulheres’’.
A psicóloga argumenta que a mulher não vai para o mercado de trabalho só por realização pessoal, mas também por necessidade. ‘‘O homem também pode ajudar. Por que só a mulher conta histórias para o filho?’’, indaga a psicóloga.

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