Um hábito bastante comum durante a infância tem tomado conta da rotina de milhares de adultos. Desde o final do ano passado, os livros para colorir viraram febre entre os mais crescidos que buscam nos desenhos ricos em detalhes uma ferramenta para combater o estresse. O sucesso é tanto que, desde o lançamento no Brasil, em novembro, "Jardim Secreto", da ilustradora Johanna Basford, já vendeu mais de 100 mil exemplares. "Floresta Encantada" também de Johanna segue o mesmo caminho e já está em falta em diversas livrarias do País, assim como as dezenas de títulos que surgiram em seguida devido ao "boom" do segmento.

Há dois meses, a enfermeira Juliana Oliveira, de 30 anos, passa boa parte do seu tempo livre colorindo os livros de Johanna Basford. "No começo do ano li sobre esses livros na internet. Procurei em duas livrarias, mas não encontrei. Em fevereiro vi uma conhecida postando fotos e resolvi procurar novamente. Quando consegui comprar, enlouqueci e logo fui atrás de uma caixa de lápis de cor." Conforme Juliana, colorir os desenhos tem ajudado a aliviar o estresse do dia a dia. "Quando comprei fui bem cética. Pensava: 'sou muito agitada, não vou conseguir me distrair pintando'. Mas foi o contrário. O livro tem me ajudado muito. Quando começo a pintar esqueço de tudo e me acalmo."

Juliana conta que sempre gostou de fazer artesanato, mas que a pintura esteve presente apenas na infância. "Quando criança eu tinha o hábito de pintar, mas depois nunca mais me envolvi com isso. Quando estou pintando não tenho pressa. Sou bem detalhista e demoro bastante em um mesmo desenho." Para a enfermeira, os livros para colorir a fizeram enxergar o mundo de uma maneira diferente. "Vejo algumas mudanças até no meu cotidiano. Hoje quando estou no trânsito, por exemplo, reparo muito mais nos detalhes e nas coisas à minha volta. Além disso, sou bastante ansiosa e com o desenho consigo focar e exercitar minha concentração."

Imagem ilustrativa da imagem COMPORTAMENTO - Febre de colorir
| Foto: Foto: Celso Pacheco
A enfermeira Juliana Oliveira: "Sou bastante ansiosa e com o desenho consigo focar e exercitar minha concentração"
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