Fotos: César AugustoGabriela Fujita diminuiu a frequência às aulas de ginástica, mas não pensa em pararEspelho, espelho meu, existe algum corpinho tão malhado como o meu? A frase sofreu algumas modificações desde que foi lançada em um singelo conto de fadas. Tudo em nome da malhação. Mesmo os templos da boa forma também já não são mais aqueles que viraram mania na década de 80. Desde a época em que Marcos Valle cantava ‘‘tem que correr, tem que malhar, tem que suar’’ e Jane Fonda saía das telas hollywoodianas para os vídeos aeróbicos, muitas coisa aconteceu. A música não entra mais no repertório de apresentações do cantor e Jane Fonda tem outras causas.
Hoje, nem a aeróbica é mais a mesma. Multiplicou-se em step e aeroboxe (com direito a luvas e tudo mais). Não é mania, mas está na moda. E como. No final da década de 90, as academias de ginástica ganharam dupla função: local de exercícios e ponto de encontro de amigos com muito fôlego para gastar nas aulas ou nos bate-papos. Vale lembrar que a novela global ‘‘Malhação’’ é toda ambientada numa pseudo-academia. Lá, as personagens alternam momentos de pura alegria com crises existenciais.
Jaqueline Queirolo Rosa carrega uma bolsa grande por causa das roupas de ginástica e dos apetrechos de natação
Todos os dias As amigas Maíra Kuster e Andréa Marchiori Naime nunca marcam hora certa para se encontrar na academia, mas é o que sempre acaba acontecendo. As duas marcam presença todos os dias nas sessões de musculação e localizada. ‘‘Ficamos aqui de duas a três horas por dia’’, contabilizam. Além dos exercícios nos aparelhos, aproveitam ‘‘para fazer uma social’’. E aí surge a pergunta: é possível paquerar mesmo depois de uma animada aula? ‘‘Normal, todo mundo fica igual, todo suado’’, garantem as amigas.
Aproveitando o tempo entre um intervalo e outro para conversar com os amigos, Bruno Rodrigues da Cunha Mesquita segue a mesma rotina há cinco meses. De segunda a quinta - às sextas ele estuda para as provas do sábado -, o garoto passa pelo menos duas horas na academia. ‘‘Tem muita menina bonita por aqui e, além de encontrar meus amigos, faço novas amizades’’, conta. A decisão de se matricular numa academia de ginástica foi ‘‘para emagrecer e para as sessões de musculação’’, explica.
Manter a forma é um dos lemas de Gabriela Fujita que, para deixar ‘‘tudo durinho e no lugar’’, frequenta as aulas de localizada e step três vezes por semana. Ela conta que até o semestre passado ia à academia todos os dias, mas por causa do trabalho teve que diminuir a frequência. ‘‘Comecei a dançar balé com 3, 4 anos. Depois dos 10 anos, passei para a ginástica’’, conta. Nesse tempo todo, Gabriela diz que nunca parou com as aulas, ‘‘nem mesmo em época de provas’’.
Andréa Teixeira veste o uniforme básico de academia: conjunto de short e top, que pode ser acompanhado de um boné. A camiseta amarrada na cintura é essencial para fazer parte do grupo
Para enfrentar a rotina da ginástica, o estreante deve seguir algumas regras para não parecer ‘‘peixe fora d’água’’. Um dos pontos mais importantes é que roupa vestir. Os modelos seguem também seguem tendências, e indicam short à la Carla Perez e top colorido. Novidade mesmo são os detalhes em tartaruga pinçados das roupas do dia a dia. Mas os malhadores de plantão acabam adaptando os modelos.
Um bom exemplo são as camisetas ou moletons (mesmo que o tempo esteja quente lá fora) amarrados na cintura. Faz parte do charme. Carregar uma sacola grande também é indispensável para quem passa o dia na academia. ‘‘Eu tenho que trazer roupa de ginástica e natação’’, explica Jaqueline Queirolo Rosa, que já planeja mudanças em sua escala de exercícios. ‘‘Estou grávida de um mês. Vou precisar diminuir o ritmo e fazer aulas de hidroginástica’’.
Depois de tanta ‘‘inspiração’’, ou você corre para a academia mais próxima ou deita no sofá, achando que já tem gente fazendo ginástica por dois.
•

mockup