COMPORTAMENTO - Casamento no azul
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Bruna Quintanilha<br>Reportagem Local 
Uma boa convivência entre casal passa, entre outros fatores, pelo entendimento financeiro. Se o desequilíbrio das contas pode levar a uma crise, principalmente no início do relacionamento, manter as finanças em dia e estar em sintonia perante esse aspecto traz vantagens ao relacionamento e grandes realizações a dois.
Para o educador financeiro, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e autor do livro "Terapia Financeira", Reinaldo Domingos, o primeiro passo para se chegar a essa harmonia financeira é prezar pelo diálogo. "Hoje em dia as pessoas estão muito individualistas e a vida financeira do casal, assim como os outros aspectos, tem que estar em conjunto e precisa ser discutida", aponta Reinaldo, que recomenda reuniões frequentes para debater o assunto. "É nesse momento que a educação financeira de cada um vai vir à tona."
Segundo ele, outro fator essencial é estabelecer objetivos a serem conquistados, tanto individuais quanto coletivos. "A pergunta que deve ser feita pelo casal é 'o que queremos realizar?'. O importante é que se tenha um consenso familiar, que o casal fale a mesma língua e tenha o mesmo projeto de vida", avalia.
De acordo com Reinaldo, estabelecer metas de curto, médio e longo prazo também é importante e vai ajudar o casal a pensar não somente na aposentadoria, por exemplo, mas nas realizações do dia a dia. "Quando se pensa em investimento e realizações é preciso pensar em quatro passos. O primeiro é fazer um diagnóstico financeiro da família. Ver o que se gasta e o que se ganha. Em segundo, estabelecer os projetos de vida, o terceiro é saber de cada projeto o quanto será preciso guardar e em quanto tempo e, por fim, priorizar o sonho antes da despesa", enumera Reinaldo, que complementa: "a vida financeira em casal funciona como um motor. Quando se soma dois motores sua força dobra e faz com que você tenha mais realizações."
O educador financeiro acredita ainda que não há regras quando se fala em finanças e casais. "Como a organização dessa vida financeira vai ser feita, se vai ser em conta individual ou conta conjunta, por exemplo, ou quem vai pagar cada conta, é apenas um detalhe. O importante é o consenso e um projeto de vida que seja condizente com o que os dois querem."


