Como nasce um perfume?
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Erica Shimamura<br>Reportagem Local 
Verônica Kato estudou durante 10 anos na Europa e nos EUA para se tornar uma perfumista, já que no Brasil não existem escolas do gênero. Formada em Farmácia-Bioquímica, ela começou a estudar na Alemanha e fez estágios em perfumaria na França e na Inglaterra.
Como perfumista exclusiva da Natura, ela é responsável pela criação do "coração" de um perfume, isto é, o cheiro que imprime a assinatura olfativa. Hoje, existem no mundo 2,5 mil matérias-primas, entre naturais e sintéticas. A partir desse material olfativo, a perfumista vai combinar os cheiros, já que precisa memorizar tudo.
O brasileiro, segundo Verônica, gosta de notas mais "limpas", que remetem ao frescor e à sensualidade, devido às características de nosso clima. Na Europa, as pessoas carregam mais em notas florais e amadeiradas. A preferência dos europeus, aliás, parece responder as dúvidas de muita gente quanto ao mito da fixação de perfumes. Não existe um componente fixador nas formulações elaboradas. "Moléculas grandes fixam mais à pele, por isso os perfumes amadeirados permanecem por mais tempo", argumenta Monica Pinotti, avaliadora olfativa da Natura.
A partir das reclamações sobre o tempo de fixação dos perfumes nacionais, teoricamente inferior aos itens importados, foi feita uma pesquisa com consumidores que testaram fragrâncias da Natura sem conhecer a procedência do produto, e concluíram que os perfumes apresentaram grande poder de fixação. "Ainda existe preconceito com a perfumaria nacional. O que mantém o cheiro é o tamanho das moléculas e a porcentagem das fragrâncias", disse ela, durante o lançamento da linha Amós, da Natura, em evento para jornalistas realizado em Porto Alegre, no início desta semana.


